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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Azienda Agricola Benevelli Piero

Barolo DOCG Mosconi 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Azienda Agricola Benevelli Piero
Safra
2020
Uva
Nebbiolo 100%
País
Itália
Categoria
tinto

Uva

Nebbiolo 100%

Tipo

tinto

Região

Piemonte

País

Itália

Como é este vinho

Granada profundo com bordas que já perderam o rubi. No nariz vem cereja preta macerada, ameixa seca, alcatrão e alcaçuz, com pétala de rosa murcha por cima e um fundo ferroso, quase de sangue, que é assinatura das marnes de Sant'Agata. Na boca é largo e cheio, tanino abundante e de grão fino que seca as gengivas na primeira meia hora, sustentado por acidez firme que impede qualquer sensação pesada apesar do álcool alto. A textura é giz e pó de cacau, não veludo. O final é longo, com amêndoa amarga, mentol e tabaco doce, e volta a apertar depois de engolir.

Com o que combina

Brasato al Barolo com polenta de milho oito fileiras, agnolotti del plin no fundo do assado, tajarin com ragu de lebre, costela bovina de cozimento longo, risoto de funghi porcini secos, cordeiro assado com alecrim e alho, e Castelmagno curado com uma gota de mel de castanha.

Sobre o vinho e o produtor

Mosconi é um dos anfiteatros mais quentes de Monforte d'Alba, voltado para sul e sudeste, e dá um Barolo de músculo largo, o oposto do perfil floral e esguio. Nas mãos de Massimo Benevelli, que conduz cerca de vinte hectares na Località San Giuseppe no registro tradicional herdado do pai, o cru chega à garrafa sem retoque de madeira nova, com o tanino exposto e a fruta escura no lugar. A safra 2020 foi quente mas sem os extremos de anos anteriores, com colheita adiantada e maturação regular: a fruta ficou madura e o tanino, embora volumoso, é mais arredondado do que em safras clássicas de estrutura rígida. É um Barolo que já se deixa beber cedo para o padrão da denominação, sem abrir mão do esqueleto que garante duas décadas de garrafa.

Corpoencorpado
Graduaçãoaprox. 14,5%
AmadurecimentoLongo estágio em madeira no registro tradicional das Langhe, dentro do que impõe o disciplinare do Barolo: no mínimo 38 meses contados de 1º de novembro do ano da colheita, dos quais pelo menos 18 meses obrigatoriamente em recipiente de madeira, seguidos de descanso em garrafa antes da saída da adega. A casa trabalha com botti de carvalho e fermentação sem artifícios, o que preserva o desenho austero do cru em vez de maquiá-lo com baunilha de barrica nova.
Servir a16-18 °C
GuardaBebe bem a partir de 2026 e sustenta a taça até o início da década de 2040. A janela mais generosa, quando o tanino já cedeu mas a fruta ainda não virou só terciário, deve cair entre 2028 e 2038.
ClassificaçãoBarolo DOCG, com menção geográfica adicional (MGA) Mosconi, no município de Monforte d'Alba, Piemonte

Vale saber

  • Decante com folga, uma hora e meia a duas horas antes de servir, e use taça grande tipo Borgonha; nos primeiros trinta minutos o tanino domina tudo e o vinho parece fechado.
  • Mosconi divide encosta com Ginestra e Gramolere e é, dos três, o de perfil mais denso e alcatroado; quem conhece o corpo de um Serralunga d'Alba reconhece a mesma espinha tânica aqui.
  • 2020 no Piemonte foi ano quente de colheita antecipada, com boa sanidade: os Barolo saíram mais carnudos e de tanino menos angular que os de 2016, o que antecipa a janela de consumo sem encurtar a guarda.
  • Se for abrir antes de 2028, sirva com prato gorduroso e de cozimento longo; a gordura amansa o tanino e o vinho ganha dois anos de garrafa em quinze minutos de mesa.
  • Guarde deitado, entre 12 e 15 °C e longe de vibração; o Barolo de Monforte é dos que mais penalizam armazenamento irregular, com perda precoce do perfume floral.

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