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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Roagna – Azienda Agricola I Paglieri

Barbaresco DOCG Gallina 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Roagna – Azienda Agricola I Paglieri
Safra
2018
Uva
100% Nebbiolo
País
Itália
Categoria
tinto

Uva

100% Nebbiolo

Tipo

tinto

Região

Piemonte (Barbaresco), cru Gallina em Neive

País

Itália

Como é este vinho

O nariz abre com cereja e kirsch, casca de laranja, rosa seca, tabaco, hortelã e um toque de especiarias doces, revelando ainda notas balsâmicas de cânfora e alcaçuz conforme o vinho respira no copo. Na boca é de corpo médio, com textura sedosa e taninos finos, bem integrados, sustentados por acidez vibrante que dá tensão e frescor. O frutado é predominantemente vermelho, com nuances de ruibarbo e um fundo mineral e terroso típico do solo calcário-argiloso de Gallina. O final é longo, floral e levemente especiado, com um caráter mais etéreo e perfumado do que estrutural, refletindo o perfil elegante da safra 2018.

Com o que combina

Vitello tonnato, brasato al Barolo, tajarin al tartufo bianco, agnolotti del plin ao molho de manteiga e sálvia, coniglio in salmì (coelho ao molho de vinho tinto) e queijo Castelmagno maturado combinam muito bem com este Barbaresco, assim como aves de caça assadas e risoto ai funghi porcini.

Sobre o vinho e o produtor

A Roagna é uma casa familiar histórica sediada na località Paglieri, em Barbaresco, com raízes na região desde o século XIX e hoje conduzida por Luca Roagna ao lado do pai Alfredo, sem consultoria externa de enólogos. O cru Gallina, em Neive, é uma parcela arrendada incorporada ao portfólio da vinícola a partir da safra de 2014, cultivada em solo calcário-argiloso com boa presença de areia, o que confere aos vinhos ali produzidos elegância e finura em vez da robustez típica de outros crus de Neive. A vinificação segue a filosofia tradicionalista da casa: fermentação espontânea, macerações longas com chapéu submerso e maturação prolongada em botti grandes e neutras, preservando a transparência do terroir. A safra 2018 no Piemonte foi marcada por um ciclo mais fresco e chuvoso em certos momentos, resultando em vinhos com perfil mais floral, perfumado e de acidez viva, em vez de extração e concentração — um estilo que dialoga bem com a vocação natural de Gallina para produzir Barbarescos sedutores e acessíveis ainda jovens.

Corpomedio
Graduação14,5%
AmadurecimentoFermentação com leveduras indígenas via pied de cuve em tinas grandes de madeira, maceração prolongada com técnica de chapéu submerso (cappello sommerso) por cerca de 60 a 70 dias, seguida de envelhecimento longo (em torno de 5 anos) em botti grandes e neutras de carvalho francês e esloveno/austríaco, sem uso de barrique
Servir a16-18 °C
Guarda2023 a 2038, com pico de complexidade entre 2028 e 2035
ClassificaçãoBarbaresco DOCG

Vale saber

  • O cru Gallina é conhecido por gerar os Barbarescos mais macios, perfumados e fáceis de beber jovens dentro da linha da Roagna, contrastando com a austeridade mais comum dos vinhos de Neive.
  • A safra 2018 em Barbaresco tende a um perfil mais etéreo e floral, com menos potência tânica do que anos quentes como 2016, aproximando-se do estilo de safras clássicas e elegantes.
  • A ausência de barrique e o uso exclusivo de botti grandes por vários anos são a marca registrada da Roagna, seguindo a linha de tradicionalistas piemonteses como Bartolo Mascarello.
  • Decantar de uma a duas horas antes de servir ajuda a abrir os aromas, mesmo sendo um Barbaresco de perfil mais gentil que o Barolo da mesma casa.
  • A produção deste rótulo é limitada, pois vem de uma parcela arrendada e específica em Neive, reforçando seu caráter de vinho de nicho dentro do catálogo da vinícola.

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