Roagna – Azienda Agricola I Paglieri
Barbaresco DOCG Gallina 2018
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- Produtor
- Roagna – Azienda Agricola I Paglieri
- Safra
- 2018
- Uva
- 100% Nebbiolo
- País
- Itália
- Categoria
- tinto
Uva
100% Nebbiolo
Tipo
tinto
Região
Piemonte (Barbaresco), cru Gallina em Neive
País
Itália
Como é este vinho
O nariz abre com cereja e kirsch, casca de laranja, rosa seca, tabaco, hortelã e um toque de especiarias doces, revelando ainda notas balsâmicas de cânfora e alcaçuz conforme o vinho respira no copo. Na boca é de corpo médio, com textura sedosa e taninos finos, bem integrados, sustentados por acidez vibrante que dá tensão e frescor. O frutado é predominantemente vermelho, com nuances de ruibarbo e um fundo mineral e terroso típico do solo calcário-argiloso de Gallina. O final é longo, floral e levemente especiado, com um caráter mais etéreo e perfumado do que estrutural, refletindo o perfil elegante da safra 2018.
Com o que combina
Vitello tonnato, brasato al Barolo, tajarin al tartufo bianco, agnolotti del plin ao molho de manteiga e sálvia, coniglio in salmì (coelho ao molho de vinho tinto) e queijo Castelmagno maturado combinam muito bem com este Barbaresco, assim como aves de caça assadas e risoto ai funghi porcini.
Sobre o vinho e o produtor
A Roagna é uma casa familiar histórica sediada na località Paglieri, em Barbaresco, com raízes na região desde o século XIX e hoje conduzida por Luca Roagna ao lado do pai Alfredo, sem consultoria externa de enólogos. O cru Gallina, em Neive, é uma parcela arrendada incorporada ao portfólio da vinícola a partir da safra de 2014, cultivada em solo calcário-argiloso com boa presença de areia, o que confere aos vinhos ali produzidos elegância e finura em vez da robustez típica de outros crus de Neive. A vinificação segue a filosofia tradicionalista da casa: fermentação espontânea, macerações longas com chapéu submerso e maturação prolongada em botti grandes e neutras, preservando a transparência do terroir. A safra 2018 no Piemonte foi marcada por um ciclo mais fresco e chuvoso em certos momentos, resultando em vinhos com perfil mais floral, perfumado e de acidez viva, em vez de extração e concentração — um estilo que dialoga bem com a vocação natural de Gallina para produzir Barbarescos sedutores e acessíveis ainda jovens.
Vale saber
- O cru Gallina é conhecido por gerar os Barbarescos mais macios, perfumados e fáceis de beber jovens dentro da linha da Roagna, contrastando com a austeridade mais comum dos vinhos de Neive.
- A safra 2018 em Barbaresco tende a um perfil mais etéreo e floral, com menos potência tânica do que anos quentes como 2016, aproximando-se do estilo de safras clássicas e elegantes.
- A ausência de barrique e o uso exclusivo de botti grandes por vários anos são a marca registrada da Roagna, seguindo a linha de tradicionalistas piemonteses como Bartolo Mascarello.
- Decantar de uma a duas horas antes de servir ajuda a abrir os aromas, mesmo sendo um Barbaresco de perfil mais gentil que o Barolo da mesma casa.
- A produção deste rótulo é limitada, pois vem de uma parcela arrendada e específica em Neive, reforçando seu caráter de vinho de nicho dentro do catálogo da vinícola.
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