Roagna – Azienda Agricola I Paglieri
Barolo DOCG Pira Vecchie Viti 2018
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- Produtor
- Roagna – Azienda Agricola I Paglieri
- Safra
- 2018
- Uva
- 100% Nebbiolo
- País
- Itália
- Categoria
- tinto
Uva
100% Nebbiolo
Tipo
tinto
Região
Piemonte (Castiglione Falletto, Barolo)
País
Itália
Como é este vinho
Cor granada de intensidade média, já anunciando alguma evolução mesmo jovem. No nariz aparecem cereja vermelha seca adocicada, hortelã fresca, tabaco de cachimbo, pimenta branca, casca de laranja, canela e notas de bolo de especiarias. Na boca é um Barolo mais etéreo e de corpo médio, com acidez vibrante e taninos densos porém aveludados, típicos da longa maceração com chapéu submerso. O final é longo, com retomada de fruta vermelha e um toque balsâmico e terroso, reflexo do ano mais fresco e chuvoso de 2018 em Langa.
Com o que combina
Brasato al Barolo (carne bovina lentamente cozida no próprio vinho), ossobuco alla milanese com risoto giallo, tagliatelle ao ragù de javali, risoto de funghi porcini e queijo Castelmagno ou Parmigiano Reggiano com pelo menos 24 meses de cura combinam bem com a acidez e os taninos finos deste vinho.
Sobre o vinho e o produtor
A Roagna é uma casa familiar histórica de Barbaresco, hoje conduzida por Luca Roagna ao lado do pai Alfredo, sem consultores externos, com viticultura de mínima intervenção em cerca de 20 hectares distribuídos entre crus icônicos de Barbaresco e Barolo. O Pira é um vinhedo de propriedade exclusiva da família em Castiglione Falletto, adquirido em 1989, protegido pelas Rocche di Castiglione a montante e por um pequeno bosque a jusante. A versão Vecchie Viti nasce da seleção das videiras mais antigas dessa vinha, cujo último replantio massal remonta a 1937, produzida em quantidade muito limitada. A safra 2018 foi marcada por um ciclo mais fresco e chuvoso em Langa, o que resultou em Barolos com menos potência bruta e mais perfume e transparência, um perfil que a crítica descreveu como particularmente etéreo para o rótulo.
Vale saber
- 2018 foi um ano mais frio e úmido em Langa, o que produziu Barolos mais etéreos e delicados do que em safras solares como 2015 ou 2017 — este Pira Vecchie Viti reflete exatamente esse perfil mais leve e aromático em vez de potente.
- É um vinho de vinhedo único e de propriedade exclusiva, plantado com o último replantio em 1937 e propagado apenas por seleção massal — não há clones comerciais, o que dá uma impressão digital genética irrepetível a essa parcela.
- A maceração com chapéu submerso por até 90 dias é uma técnica rara mesmo entre os tradicionalistas do Barolo; ela permite contato prolongado com as cascas sem endurecer os taninos, resultando em textura sedosa apesar do tempo estendido.
- Por envelhecer cerca de cinco anos em botti grandes antes do lançamento, a garrafa já chega ao mercado com alguma evolução terciária, mesmo sendo tecnicamente uma safra ainda jovem para os padrões de guarda do Barolo.
- Quem conhece o Barbaresco Pajé da própria Roagna notará que este Pira tem mais garra e um caráter mais escuro e estruturado, sendo uma porta de entrada interessante para quem gosta de Nebbiolo mais potente sem abrir mão da elegância característica da casa.
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