Domaine Drouhin-Laroze
Bonnes Mares Grand Cru 2018
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- Produtor
- Domaine Drouhin-Laroze
- Safra
- 2018
- Uva
- 100% Pinot Noir
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
100% Pinot Noir
Tipo
tinto
Região
Borgonha, Côte de Nuits (Chambolle-Musigny / Morey-Saint-Denis)
País
França
Como é este vinho
Cor rubi vibrante com reflexos vermelhos vivos. No nariz, aromas de amora, cassis, violeta amassada e um toque de potpourri floral, com notas discretas de broto de groselha preta. Em boca é um Pinot Noir de corpo médio a encorpado, denso e estratificado, com taninos muito finos e sedosos, acidez fresca e uma mineralidade que traz equilíbrio à concentração da fruta madura típica de 2018. O final é longo, com textura acetinada, especiarias e um leve toque de alcaçuz que se revela com a aeração. É um vinho que ainda está fechado na juventude e ganha camadas de complexidade ao respirar.
Com o que combina
Combina muito bem com pato assado ao molho de cereja, costela de cordeiro grelhada com ervas de Provence, magret de pato com redução de vinho tinto, risoto de cogumelos porcini e queijos de meia cura como um Époisses jovem ou um Comté de 18 meses.
Sobre o vinho e o produtor
A Domaine Drouhin-Laroze é uma casa familiar de Gevrey-Chambertin, na Côte de Nuits, cujas origens remontam às vinhas adquiridas por Jean-Baptiste Laroze em 1850; o casamento de Suzanne Laroze com Alexandre Drouhin em 1919 uniu as parcelas de Chambolle-Musigny ao patrimônio da família, incluindo o pequeno mas precioso lote de Bonnes-Mares. Hoje a sexta geração, representada por Caroline e Nicolas Drouhin sob a supervisão de Philippe e Christine, conduz cerca de 1,5 hectare desse grand cru, situado inteiramente no lado de Chambolle-Musigny, sobre solo raso, argiloso e ferruginoso. A safra 2018 na Borgonha foi marcada por um verão quente e seco, gerando vinhos de maturação plena, taninos maduros e boa concentração, características que aparecem neste rótulo em forma de fruta madura e textura envolvente, sem perder a espinha ácida que garante frescor e capacidade de guarda. O estilo da casa, mais discreto no uso de madeira nova nas safras recentes, ajuda a preservar a definição varietal do Pinot Noir mesmo em uma safra generosa como esta.
Vale saber
- A decantação é recomendada: pelo menos 1 a 2 horas antes de servir, já que o vinho tende a se abrir lentamente e ganha complexidade aromática com a aeração.
- A safra 2018 foi uma das mais quentes e precoces da década na Borgonha, resultando em vinhos com fruta mais madura e taninos mais macios do que em anos mais clássicos como 2017 ou 2019.
- O lote de Bonnes-Mares da Drouhin-Laroze fica do lado de Chambolle-Musigny, o que tende a lhe conferir um perfil mais floral e sedoso comparado aos Bonnes-Mares vindos do lado de Morey-Saint-Denis, geralmente mais rústicos e terrosos.
- Vale compará-lo a um Chambolle-Musigny Les Amoureuses de estrutura elevada, mas com um grau a mais de potência e taninos, típico da categoria grand cru.
- Apesar da concentração da safra, críticos notaram que o vinho mantém acidez e mineralidade suficientes para equilíbrio, o que sugere boa capacidade de evolução em garrafa por 15 a 20 anos.
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