Domaine Georges Roumier
Bonnes-Mares Grand Cru 2022
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- Produtor
- Domaine Georges Roumier
- Safra
- 2022
- Uva
- 100% Pinot Noir
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
100% Pinot Noir
Tipo
tinto
Região
Borgonha, Côte de Nuits — Chambolle-Musigny/Morey-Saint-Denis
País
França
Como é este vinho
O bouquet é vibrante e multifacetado, com cerejas pretas, morango silvestre, violeta esmagada e um toque de tinta/mineral que lembra grafite. Na boca é de corpo médio a encorpado, com taninos finos e sedosos e uma coluna vertebral firme sustentada pela acidez viva típica do Pinot Noir de Chambolle. Há camadas de fruta vermelha e azulada entremeadas por notas de especiarias e um leve fumê mineral. O final é longo, quase salino, que se expande na boca de forma quase inesperada para um vinho ainda jovem.
Com o que combina
Combina muito bem com pato assado com molho de frutas vermelhas, lombo de vitela grelhado ao ponto, faisão ou codorna recheada, e também com um coq au vin clássico da própria Borgonha. Entre os queijos, vai bem com um Époisses maduro ou um Comté envelhecido de 18 meses. Para quem prefere algo mais simples, um risoto de cogumelos silvestres com parmesão de longa cura também harmoniza pela textura e pelas notas terrosas em comum.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Georges Roumier é uma referência absoluta de Chambolle-Musigny, fundado em 1924 e hoje conduzido por Christophe Roumier, que desde 1990 mantém a filosofia de baixa intervenção e respeito ao terroir herdada de seu pai e avô. O Bonnes-Mares do domínio nasce de seis parcelas totalizando 1,89 hectare, divididas entre solos de marga calcária (terres blanches, cerca de 70%) e argilo-calcários (terres rouges, cerca de 30%), vinificadas separadamente antes de serem reunidas na barrica. A safra 2022 foi marcada por uma primavera com risco de geada tardia em abril, seguida de um verão quente e seco que resultou em uvas maduras e sadias, produzindo vinhos elogiados pela crítica como um dueto notável ao lado do já aclamado 2021. Uma particularidade da safra é que a fermentação malolática, que Christophe Roumier costuma tentar retardar, ocorreu mais cedo do que o habitual em 2022, o que parece ter contribuído para um perfil mais harmonioso e integrado já nos primeiros anos de vida do vinho.
Vale saber
- A vinificação usa de 75% a 80% dos cachos inteiros (whole cluster), mas o resultado é tão bem trabalhado que praticamente não se percebe nota de talo no nariz, um sinal da maturidade fenólica alcançada em 2022.
- Ao contrário do costume de Christophe Roumier de retardar a malolática, em 2022 ela ocorreu naturalmente mais cedo, o que segundo críticos que acompanharam o domínio pode explicar o caráter mais integrado e harmonioso do vinho ainda jovem.
- A produção é extremamente limitada: apenas 1,89 hectare de vinhas dividido em seis pequenas parcelas garante uma disponibilidade muito restrita deste rótulo a cada safra.
- Por ser um Grand Cru estruturado e ainda muito jovem, recomenda-se decantar de 1 a 2 horas antes de servir caso seja aberto nos primeiros 8 a 10 anos; para quem tiver paciência, o potencial de guarda supera facilmente três décadas.
- Krishtophe Roumier reportou 2021 e 2022 como um par de safras irmãs de altíssimo nível para o domínio, com teores alcoólicos naturalmente moderados entre 13,2% e 13,7%, refletindo o equilíbrio buscado na vinha antes mesmo da colheita.
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