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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Roulot

Bourgogne Blanc 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Roulot
Safra
2023
Uva
100% Chardonnay
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay

Tipo

branco

Região

Borgonha (Côte de Beaune, arredores de Meursault)

País

França

Como é este vinho

Nariz que mistura pera, flores brancas e massa de pão fresco, com uma leve nota de redução típica da casa que se dissipa com a aeração, revelando também pedra britada e um toque cítrico. Na boca é de corpo médio, com textura fina e um núcleo doce de fruta contrabalançado por acidez viva e tensa. Há um caráter levemente fenólico que dá volume e uma sensação quase salgada no meio de boca, prolongando-se num final que deixa a língua formigando. É um branco mais generoso e maduro do que o padrão histórico da casa, reflexo de uma safra 2023 quente, mas ainda assim mantém a espinha ácida e a pureza que definem o estilo Roulot.

Com o que combina

Vieiras salteadas na manteiga com um fio de limão, risoto de cogumelos silvestres, frango assado com ervas e limão siciliano, queijo comté de 18 meses, ou um linguado grelhado com molho beurre blanc. Também funciona bem com uma salada de burrata e ervilhas frescas ou com uma quiche lorraine leve.

Sobre o vinho e o produtor

A Domaine Roulot é um domínio familiar instalado em Meursault desde o início do século XIX, hoje dirigido por Jean-Marc Roulot, que deixou a carreira de ator em Paris para assumir as vinhas do pai, Guy Roulot, em 1989. O Bourgogne Blanc é a porta de entrada do catálogo da casa, elaborado com uvas de parcelas fora dos limites de Meursault, em lugares como Durots, Dressoles, Malpoiriers e Herbeux, na região de Auxey-Duresses e Monthélie. Mesmo sendo o rótulo mais acessível da propriedade, carrega a assinatura estilística de Jean-Marc: prensagem suave, fermentação com leveduras indígenas e criação sobre borras com pouquíssima intervenção, buscando tensão e salinidade em vez do estilo amanteigado tradicionalmente associado a Meursault. A safra 2023 na Borgonha foi marcada por um verão quente e amadurecimento rápido no fim do ciclo, o que levou muitos produtores a lidar com fenólicos excessivamente maduros; em Roulot, no entanto, a colheita foi conduzida com precisão suficiente para preservar frescor e elegância, resultando num vinho um pouco mais generoso e maduro do que o habitual, mas ainda com boa vivacidade.

Corpomedio
Graduação13% (estimado, compatível com o padrão da casa para este rótulo; não confirmado em contrarrótulo)
AmadurecimentoCerca de 12 meses em barrica de carvalho (entre 10% e 30% de madeira nova, variável conforme a safra) seguidos de aproximadamente 6 meses em tanque de aço inox antes do engarrafamento; bâtonnage muito pontual, no máximo algumas vezes e nunca após a fermentação malolática, prática típica da casa para preservar tensão e pureza em vez de untuosidade.
Servir a10-12 °C
GuardaConsumo indicado entre 2026 e 2029, podendo se estender por mais um ou dois anos em boas condições de guarda; é um Bourgogne Blanc feito para juventude e meia-guarda, não para longevidade extrema como os premiers crus da casa.
ClassificaçãoAOC Bourgogne (Bourgogne Blanc)

Vale saber

  • Apesar de ser o rótulo de entrada da Domaine Roulot, o Bourgogne Blanc carrega o mesmo rigor de vinificação dos premiers crus da casa: prensagem extremamente suave e fermentação espontânea com leveduras nativas.
  • A safra 2023 foi tecnicamente desafiadora na Borgonha por causa da maturação fenólica acelerada no fim do ciclo; críticos que provaram os vinhos de Roulot notaram que a casa conseguiu evitar o excesso de fenólicos que afetou muitos vizinhos, mas o Bourgogne Blanc em si ficou levemente mais maduro e generoso que o padrão histórico do rótulo.
  • Parte do blend é criada em tanque de aço inox (relatos apontam de 30% a 40% conforme a safra), o que ajuda a preservar frescor antes da etapa final em barrica ou vice-versa, equilibrando a textura sem excesso de madeira.
  • Jean-Marc Roulot pratica bâtonnage de forma muito controlada, no máximo em safras de acidez elevada e nunca depois da malolática, justamente para evitar a untuosidade que ele considera prejudicial à pureza do vinho — um contraponto deliberado ao estilo amanteigado clássico de Meursault.
  • Por vir de parcelas fora da AOC Meursault, este rótulo é uma porta de entrada relativamente acessível para conhecer a mão de Jean-Marc Roulot antes de investir nos vilarejos e premiers crus, que costumam ter preços e disponibilidade muito mais restritos.

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