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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine de la Cras

Bourgogne Blanc Coteaux de Dijon 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine de la Cras
Safra
2023
Uva
100% Chardonnay
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay

Tipo

branco

Região

Borgonha, Coteaux de Dijon (Plombières-lès-Dijon)

País

França

Como é este vinho

Na taça, o vinho mostra um perfil denso e vibrante ao mesmo tempo, com notas de maçã especiada, gengibre fresco, casca de laranja, uma pitada de sal marinho e um toque fumado e sílex que remete ao lado mineral da Borgonha. A boca é encorpada para um Bourgogne Blanc, com acidez viva que sustenta o conjunto e uma textura levemente untuosa, quase salina no final. É um branco que se beneficia de contato com o ar: recém-aberto pode parecer fechado ou levemente redutivo, mas se abre e ganha equilíbrio depois de 30 a 45 minutos de decantação. O final é longo, com uma pontinha de nota oxidativa que lembra o Jura, terra natal do enólogo.

Com o que combina

Vieiras salteadas com manteiga e ervas finas, robalo assado com molho beurre blanc, queijo Comté curado por 18 meses, risoto de cogumelos silvestres ou frango caipira ao forno com ervas e limão siciliano combinam bem com a untuosidade e a acidez do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine de la Cras é conduzido por Marc Soyard, jurassiano sem tradição familiar no vinho que aprendeu o ofício ao lado de Jean-Yves Bizot em Vosne-Romanée antes de assumir, em 2014, as vinhas que a cidade de Dijon adquiriu para conter a expansão urbana. A propriedade fica em Plombières-lès-Dijon, região historicamente ligada aos vinhos apreciados na corte dos Duques da Borgonha, e é a única autorizada a estampar o nome 'Coteaux de Dijon' no rótulo, dentro da AOC Bourgogne. Este Blanc vem de um bloco de cerca de 2,5 hectares de Chardonnay com vinhas de aproximadamente trinta a quarenta anos, plantadas em solo argilo-calcário com subsolo margoso e exposição sul, cultivadas em orgânico e biodinâmica. A cuvée 'Coteaux' é a expressão de entrada da casa, vindo das partes mais baixas do talhão, com uma vinificação hands-off que privilegia pureza de fruta em vez de excesso de madeira. Na safra 2023, marcada por um verão quente na Borgonha, o vinho ganhou um perfil rico e generoso sem perder a vivacidade característica da casa.

Corpomedio
Graduação13%
AmadurecimentoFermentação com leveduras indígenas e vinificação em barricas de carvalho usadas, sem colagem nem filtração; esta é a cuvée de base 'Coteaux', com passagem mais curta em madeira do que a cuvée superior 'Cras'
Servir a11-13 °C
Guarda2 a 6 anos após a safra (aproximadamente até 2029/2030)
ClassificaçãoAOC Bourgogne (menção Coteaux de Dijon, exclusiva do produtor)

Vale saber

  • Este é um branco que 'gosta de ar': decantar por 30 a 45 minutos antes de servir revela camadas de fruta madura e mineralidade que ficam fechadas logo após a abertura.
  • A safra 2023 foi quente na Borgonha, o que deu a este Coteaux de Dijon um corpo mais generoso e uma untuosidade maior do que em anos mais frescos, como 2021.
  • O rótulo traz a imagem de uma coruja, símbolo da cidade de Dijon, proprietária das terras arrendadas por Marc Soyard em troca de garrafas anuais.
  • Diferente da cuvée superior 'Cras', que vem da parte mais íngreme do talhão e passa por elevage mais longo em barrica, esta versão 'Coteaux' é mais direta e frutada, funcionando quase como a porta de entrada da casa.
  • O perfil levemente oxidativo e salino do vinho é frequentemente comparado a brancos do Jura, região de origem de Marc Soyard, mais do que aos Chardonnays clássicos da Côte de Beaune.

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