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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine de Cassiopée

Bourgogne Hautes-Côte de Beaune Les Côtés Rouge 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine de Cassiopée
Safra
2021
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha – Hautes-Côtes de Beaune (Maranges, Côte de Beaune)

País

França

Como é este vinho

Nariz de expressão mineral marcante, refletindo o embasamento granítico da parcela Les Côtés, com notas de pedra molhada, fruta vermelha fresca (framboesa, cereja) e um toque terroso e silvestre lembrando a antiga floresta de onde vem o nome do lugar. Na boca é um Pinot Noir esguio e aéreo, de corpo leve a médio, acidez viva que dá tensão e frescor, taninos finos e discretamente austeros, sem peso. É um vinho de textura delicada, quase etéreo, com profundidade interessante para uma denominação regional, fruto da safra 2021, mais fria e de menor volume, que resultou em vinhos mais tensos e verticais que o normal. O final é persistente, salino e ligeiramente rústico, com uma nota levemente selvagem típica das vinificações pouco intervencionistas da casa.

Com o que combina

Harmoniza bem com um coq au vin leve ou frango assado com ervas, com paté de campagne e patês rústicos de caça, com queijos de meia cura como um Époisses jovem ou um Comté de 12 meses, e com pratos de cogumelos silvestres salteados na manteiga. Também vai bem com salmão grelhado ou atum selado, já que a acidez viva e os taninos discretos permitem harmonizar com proteínas mais delicadas do que um Pinot Noir tânico exigiria.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine de Cassiopée é um domínio jovem, fundado em 2020 por Talloulah Dubourg e Hugo Mathurin, casal formado em enologia em Bordeaux que passou por nomes como Jean-Marc Roulot, Frédéric Mugnier, Clos de Tart e Benjamin Leroux antes de se instalar em Sampigny-lès-Maranges, no extremo sul da Côte de Beaune. A cuvée Les Côtés nasce de uma parcela situada no local de uma antiga floresta, dividida entre solo granítico, que dá origem a este tinto, e solo calcário-argiloso, usado para a versão branca do mesmo lugar. A safra 2021 foi marcada por geadas de abril e volume reduzido em toda a Borgonha, o que, somado ao clima já naturalmente frio e ventoso de Maranges, produziu vinhos particularmente tensos, de baixo teor alcoólico e grande frescor. Foi a segunda safra colhida pelo casal em seu próprio domínio, ainda em fase de conversão para o orgânico, com vinificações pouco intervencionistas e sulfitagem mínima.

Corpoleve a médio, elegante e mineral
Graduaçãoaproximadamente 12% a 12,5%
AmadurecimentoFermentação com uma parte de cacho inteiro e vinificação majoritariamente destalada, seguida de criação em barricas usadas de carvalho francês por cerca de 12 meses, sem filtragem nem colagem, com sulfitagem mínima apenas no engarrafamento e movimentações de adega guiadas pelo calendário lunar
Servir a14-16 °C
Guardapode ser bebido já a partir de 2023 e acompanha bem até 2030, cerca de 8 a 9 anos após a safra
ClassificaçãoAOC Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune

Vale saber

  • Não é necessário decantar, mas arejar por 20 a 30 minutos em copo ou jarra ajuda a suavizar a nota redutiva típica das vinificações com pouco enxofre da casa.
  • A safra 2021 na Borgonha foi marcada por forte geada de abril e volume baixíssimo de colheita, resultando em vinhos mais magros, ácidos e de menor grau alcoólico do que 2020 ou 2022, mas com grande definição mineral.
  • A parcela Les Côtés é dividida entre rocha granítica, usada nesta cuvée tinta, e calcário-argiloso, usado na versão branca do mesmo nome — um caso raro de dois solos distintos sob o mesmo nome de lugar em Maranges.
  • Estilisticamente lembra os Pinots Noirs frescos e minerais de Benjamin Leroux ou os Blagny tintos, com aquele perfil floral e granítico mais próximo da Côte Chalonnaise do que da Côte de Beaune clássica.
  • Por ser uma denominação regional (Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune) e não um vinho de guarda longa, o ideal é consumi-lo dentro da primeira década após a colheita, quando a fruta e a mineralidade ainda estão em equilíbrio.

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