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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Chanterêves

Bourgogne Hautes Côtes de Beaune Paris L'Hopital 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Chanterêves
Safra
2021
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Hautes-Côtes de Beaune (parcela a oeste de Maranges, Côte d'Or)

País

França

Como é este vinho

Na taça mostra cor rubi vibrante e translúcida, típica de um Pinot Noir de vinha velha cultivado sobre granito arenoso escuro. O nariz traz fruta vermelha fresca e levemente ácida, cereja com caroço, um toque de pimenta branca do cacho inteiro e uma nota terrosa e mineral que lembra grafite molhado. Na boca é delicado mas concentrado, com acidez viva, taninos finos e ligeiramente crocantes, corpo médio-leve e uma textura sedosa que se deve ao baixo enxofre e à ausência de filtração. O final é longo, salino e levemente especiado, com retorno de fruta e um leve amargor de casca de frutas vermelhas.

Com o que combina

Combina bem com um jambon persillé ou uma tábua de charcutaria borgonhesa, com frango assado às ervas, risoto de cogumelos silvestres (cepes ou shiitake), com queijos macios como um Époisses jovem ou um Saint-Marcellin, e também harmoniza com pratos de forno lentos como um coq au vin mais leve ou um ensopado de cordeiro com ervas.

Sobre o vinho e o produtor

A Chanterêves é o projeto do casal Tomoko Kuriyama e Guillaume Bott, criado em 2010 em Savigny-lès-Beaune, que começou como micro-négociant comprando uvas de viticultores orgânicos e hoje já cultiva parcelas próprias em regime biodinâmico não certificado. O "Paris L'Hôpital" nasceu em 2016 a partir de uma parcela de vinhas com mais de 45 anos situada a oeste de Maranges, num solo raro de granito arenoso escuro que antes era simplesmente incorporado ao Bourgogne genérico da casa. A safra 2021 na Borgonha foi marcada por geadas severas na primavera que reduziram bastante a produção, resultando em vinhos de rendimento baixo, mas com boa concentração e acidez naturalmente equilibrada, um contraste mais fresco e clássico frente aos anos mais quentes como 2020 e 2022. O resultado neste rótulo é um Pinot Noir de encosta íngreme e erosiva, vinificado com cacho inteiro e mínima intervenção, que expressa energia e delicadeza mesmo vindo de uma denominação regional simples.

Corpoleve a medio, com textura sedosa e caráter aromático
Graduaçãoaprox. 12,5-13%
AmadurecimentoFermentação com 100% cachos inteiros desde 2014, leveduras nativas em cubas de madeira com pied de cuve, remontagens manuais com baldes e leves pisas a pé ao final da cuvaison; maturação de cerca de 12 meses em barricas usadas de 228 litros seguida de mais 12 meses sobre as borras em tanques de aço inox, engarrafado sem colagem nem filtração e com dose mínima de enxofre (15-20 ppm na colheita).
Servir a14-16 °C
Guardapode ser bebido já a partir do lançamento e mantém frescor por 4 a 8 anos após a safra, ou seja, aproximadamente até 2028-2030
ClassificaçãoBourgogne Hautes-Côtes de Beaune (AOC regional)

Vale saber

  • A parcela Paris L'Hôpital era originalmente misturada ao Bourgogne Rouge genérico da casa e só passou a ser engarrafada separadamente a partir de 2016, o que a torna uma cuvée relativamente recente no portfólio.
  • O solo de granito arenoso escuro é uma geologia rara para as Hautes-Côtes de Beaune, mais associada a Maranges, o que confere ao vinho um perfil mais mineral e salino do que o Pinot Noir médio da região.
  • 2021 foi um ano de geada severa na Borgonha, com perdas de safra expressivas; isso costuma gerar vinhos de menor volume mas com boa tensão e frescor, diferente do estilo mais solar de 2020 e 2022.
  • Não é necessário decantar por longo tempo; uma arejada rápida de 20 a 30 minutos já ajuda a abrir o aromático de pimenta e frutas vermelhas típico do cacho inteiro.
  • Por sua textura sedosa e perfil especiado, o vinho tem sido comparado por conhecedores a um Beaujolais de Cru mais sério, embora mantenha a estrutura e a mineralidade típicas da Côte de Beaune.

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