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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine François Carillon

Bourgogne Pinot Noir 2019

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine François Carillon
Safra
2019
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha (Côte de Beaune, Puligny-Montrachet e arredores)

País

França

Como é este vinho

Um Pinot Noir de perfil leve e muito convidativo, com aromas de framboesa e cereja tipo griotte que se somam a uma nota sutil de pimenta na sequência olfativa. Na boca é fresco e de corpo leve, com taninos finos e bem integrados, acidez viva que dá energia ao gole e final curto a médio, sem excesso de extração ou madeira aparente. É um vinho de fruta direta e textura sedosa, pensado para ser bebido com facilidade, não para contemplação prolongada. A passagem por carvalho é discreta, funcionando mais como um coadjuvante de textura do que como camada aromática dominante.

Com o que combina

Combina bem com aves de caça leves como codorna ou galinha-d'angola assada, com um coq au vin tradicional borgonhês, com risoto de cogumelos frescos (cepes ou shiitake), com queijos de casca lavada suaves como um Époisses jovem, e também com um salmão grelhado ou atum selado, que aceitam bem a leveza e a acidez do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine François Carillon é um domínio da Côte de Beaune sediado no coração de Puligny-Montrachet, criado em 2010 quando François Carillon separou suas vinhas das do irmão, encerrando o antigo Domaine Louis Carillon; a família cultiva videiras na comuna há quase 500 anos. Embora a casa seja conhecida sobretudo por seus Chardonnays de Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet e Saint-Aubin, o Bourgogne Pinot Noir é uma das quatro cuvées regionais do portfólio e representa a incursão da propriedade no vinho tinto, vinificada com o mesmo cuidado artesanal aplicado aos brancos. Este rótulo nasce de solos argilo-calcários em Puligny-Montrachet e no vilarejo vizinho de Corpeau, muitas vezes a partir de parcelas de vinhas mais velhas. A safra 2019 na Borgonha foi marcada por um verão quente e seco, que produziu uvas com boa concentração de açúcar e maturação fenólica equilibrada, resultando em tintos regionais com fruta madura e taninos macios, coerente com o estilo leve e acessível que caracteriza historicamente esta cuvée.

Corpoleve
Graduação12,5% a 13% (estimado, não confirmado no rótulo)
AmadurecimentoFermentação alcoólica e malolática em barrica de carvalho, com 10% a 15% de madeira nova, por cerca de doze meses, seguida de um período de estabilização em cuba (unificação do lote) antes do engarrafamento
Servir a14-16 °C
GuardaMelhor consumido entre 2 e 7 anos após a safra, ou seja, aproximadamente até 2026; é um Pinot Noir feito para beber jovem, sem grande potencial de guarda longa
ClassificaçãoAOC Bourgogne

Vale saber

  • Não é necessário decantar; por ser um vinho leve e de taninos macios, o contato com o ar em uma taça larga já é suficiente para abrir os aromas de fruta vermelha.
  • 2019 foi uma safra quente na Borgonha, o que tende a favorecer tintos regionais como este com fruta mais madura e taninos mais redondos do que em anos mais frescos, como 2017 ou 2021.
  • É curioso que uma casa tão identificada com Chardonnay de altíssimo nível em Puligny-Montrachet produza apenas uma cuvée de Pinot Noir, e ainda assim em escala regional (Bourgogne), não em nível village ou premier cru.
  • Para quem gosta de Bourgogne Rouge leve e frutado, este vinho se aproxima do estilo de um Passetoutgrain ou de um Bourgogne Côte d'Or Rouge básico de produtores da Côte de Beaune, sem a densidade de um village de Volnay ou Pommard.
  • Como não há grande potencial de guarda, esta não é uma garrafa para deitar na adega por décadas; o momento ideal de consumo já está próximo do fim da janela recomendada em 2026.

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