Pêra-Grave – Sociedade Agrícola (Quinta de São José de Peramanca)
Branco 2024
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- Produtor
- Pêra-Grave – Sociedade Agrícola (Quinta de São José de Peramanca)
- Safra
- 2024
- Uva
- Arinto, Alvarinho, Verdelho
- País
- Portugal
- Categoria
- branco
Uva
Arinto, Alvarinho, Verdelho
Tipo
branco
Região
Alentejo (Évora) – Quinta de São José de Peramanca
País
Portugal
Como é este vinho
Cor amarela citrina, brilhante. No nariz é limpo e elegante, com maçã verde, frutos cítricos e notas tropicais entrelaçadas a um toque sutil de baunilha da passagem por carvalho. Na boca entra fresco e mineral, ganha volume com uma textura amanteigada típica da bâtonnage, e termina longo, complexo e persistente. A acidez (6,2 g/L) equilibra bem o corpo médio e os 12% de álcool, sem taninos, já que é um branco.
Com o que combina
Camarões grelhados com manteiga de limão, robalo assado em crosta de ervas, salada de polvo com batata e azeite, queijos frescos de cabra e entradas frias como presunto de porco preto com melão; funciona também com um risoto de frutos do mar.
Sobre o vinho e o produtor
A Pêra-Grave nasce na Quinta de São José de Peramanca, a cinco quilômetros de Évora, propriedade com séculos de história na vinha mas que só passou a engarrafar vinho próprio em 2003, sob a família Grave. O Branco é o rótulo de entrada da gama Pêra-Grave e reúne as três castas brancas plantadas na quinta — Arinto, Alvarinho e Verdelho — cultivadas sobre um raro manto de granito raso que ajuda a preservar frescor mesmo no calor alentejano. A vinificação com fermentação em barricas novas e bâtonnage frequente busca dar volume e cremosidade sem perder a acidez natural das castas. A safra 2024, segundo a ficha técnica do próprio produtor, manteve o perfil clássico do rótulo: 12% de álcool, acidez total de 6,2 g/L e pH 3,32, resultando em um branco fresco, elegante e de boa persistência.
Vale saber
- Não é um vinho para decantar longamente; um breve arejamento de 10-15 minutos já revela bem os aromas de maçã verde e frutas tropicais.
- A combinação de Arinto (acidez), Verdelho (aromas florais e frutados) e Alvarinho (estrutura e mineralidade) é pouco comum no Alentejo, região historicamente dominada por Antão Vaz e Roupeiro.
- A técnica de bâtonnage duas vezes por semana em barricas novas aproxima o estilo deste branco de alguns Chardonnays com batonnage, trazendo textura cremosa sem mascarar o frescor.
- O solo de granito raso da quinta, que retém água mais perto da superfície, é apontado pelo próprio produtor como um dos motivos de o vinho manter acidez vibrante mesmo em anos quentes.
- A produção é artesanal e de volume baixo, característica que se mantém em todas as safras do rótulo, incluindo 2024.
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