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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Chanterêves

Bourgogne Blanc 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Chanterêves
Safra
2021
Uva
100% Chardonnay (aproximadamente 66% de Maranges, 34% de Les Pierres Dorées)
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay (aproximadamente 66% de Maranges, 34% de Les Pierres Dorées)

Tipo

branco

Região

Borgonha (fruta de Maranges, Côte de Beaune, e de Les Pierres Dorées, extremo sul do Beaujolais)

País

França

Como é este vinho

Nariz que abre com limão maduro e um toque quase confeitado, seguido de nectarina branca, flor branca e leve jasmim, com uma nota fumê de redução típica da casa que se dissipa com a taça em movimento. Na boca é médio-encorpado, com entrada macia, cremosidade discreta e um travo salino que dá impressão de pedra molhada. Acidez viva sustenta o conjunto sem ser cortante, e o carvalho aparece apenas como textura, sem doçura ou tosta evidente. O final é longo, mineral e levemente amendoado, com a salinidade voltando a aparecer depois de engolir. É um branco que ganha complexidade e equilíbrio com um ou dois anos a mais de garrafa, como mostram notas de quem acompanhou a evolução da safra.

Com o que combina

Vieiras salteadas na manteiga com um fio de limão, linguado à meunière, ostras frescas ao natural, um risoto de aspargos verdes com parmesão jovem, ou frango assado com ervas e limão siciliano. Também funciona bem com queijos de cabra frescos ou levemente curados, tipo Crottin de Chavignol.

Sobre o vinho e o produtor

A Chanterêves nasceu em 2010 da parceria entre a japonesa Tomoko Kuriyama e o borgonhês Guillaume Bott, por anos chef de cave do Domaine Simon Bize, funcionando inicialmente como micro-négociant que compra uva de viticultores orgânicos de confiança e vinifica tudo na adega sob a própria casa em Savigny-lès-Beaune. Este Bourgogne Blanc é um dos rótulos de entrada da casa, mas reflete a mesma filosofia de precisão aplicada aos grands crus: prensagem longa, fermentação espontânea e criação em barricas usadas com mínima intervenção de enxofre. Na safra 2021 a uva vem de dois terroirs complementares, Maranges, que traz tensão e mineralidade, e Les Pierres Dorées, no sul do Beaujolais, sobre calcário bajociano semelhante ao de Chassagne-Montrachet, que contribui com frutas frescas e um perfil floral mais aberto. A própria Tomoko descreveu esta safra como a mais bonita edição do Bourgogne Blanc já produzida pela casa até então, o que ajuda a explicar por que o rótulo desperta atenção de colecionadores mesmo sendo uma denominação regional simples.

Corpomedio
Graduação13%
AmadurecimentoFermentação com leveduras nativas após prensagem longa (ciclo de cerca de 6 horas); criação por 12 meses em barricas de 228 e 600 litros, majoritariamente usadas; sem colagem e com uso mínimo de enxofre
Servir a10-12 °C
Guardade 2023 a 2028, com pico de prazer entre 2025 e 2027
ClassificaçãoAOC Bourgogne

Vale saber

  • O corte é incomum para um Bourgogne genérico: cerca de dois terços vêm de Maranges, na Côte de Beaune, e o restante de Les Pierres Dorées, no extremo sul do Beaujolais, uma combinação que a própria produtora explica como tensão mineral mais generosidade frutada.
  • A safra 2021 foi marcada por geada de primavera e rendimentos baixos em toda a Borgonha, o que tende a concentrar sabor e preservar acidez, e é consistente com o perfil vivo e ligeiramente reservado do vinho nos primeiros anos.
  • Relatos de quem guardou garrafas por mais tempo indicam que o 2021 fecha um pouco logo após o engarrafamento e se abre com mais harmonia entre seis meses e um ano de acompanhamento, então vale decantar cerca de 30 minutos se for consumido jovem.
  • O processo de prensagem longa (cerca de seis horas) e uso mínimo de enxofre aproxima o estilo do universo do vinho natural, mas com uma limpeza técnica que os diferencia de produtores mais rústicos da mesma categoria.
  • Pelo preço de um Bourgogne genérico, o vinho entrega uma complexidade aromática e uma textura salina que lembram brancos de apelações comunais mais caras da Côte de Beaune.

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