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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Henri Rebourseau

Charmes-Chambertin Grand Cru 2009

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Henri Rebourseau
Safra
2009
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Nuits (Gevrey-Chambertin)

País

França

Como é este vinho

Aos 17 anos de garrafa, a cor deve mostrar tons de granada com reflexos alaranjados na borda, sinal de evolução. O nariz tende a combinar cereja madura e ameixa com notas terciárias de couro, especiarias como cravo e canela, e um fundo de subosque e cogumelo típico do Pinot Noir borgonhês maduro. Na boca, os taninos já estão macios e sedosos, a acidez permanece viva o suficiente para sustentar a estrutura, e o corpo é médio para encorpado, com textura aveludada característica do Charmes-Chambertin, historicamente o mais suave entre os grands crus de Gevrey. O final é longo, com retorno de frutas secas e notas discretamente minerais.

Com o que combina

Combina bem com pato assado ao molho de frutas vermelhas, coq au vin tradicional, lombo de vitela com molho de cogumelos selvagens, magret de canard grelhado com redução de vinho tinto, e queijos de pasta mole e casca lavada como Époisses ou um Brie affiné; para quem preferir carne vermelha, um entrecôte grelhado com ervas de Provence também harmoniza sem sobrepor a delicadeza do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Henri Rebourseau é uma casa histórica de Gevrey-Chambertin, instalada na Place du Monument e conduzida por sete gerações da família de Surrel, com raízes que remontam ao final do século XVIII e formalização em 1919 pelo general Henri Rebourseau. O domínio é um dos maiores proprietários de grands crus da Côte de Nuits, cultivando cerca de cinco hectares entre Chambertin, Clos de Bèze, Mazis-Chambertin, Clos de Vougeot e o próprio Charmes-Chambertin, com viticultura orgânica desde 2006 e biodinâmica desde 2008 e rendimentos baixos, entre 20 e 27 hl/ha. O Charmes-Chambertin da casa provém de parcela na parte mais alta da apelação, sobre solos calcários ricos em cascalho, marga e ferro, e é tradicionalmente descrito como o mais macio e aveludado entre os grands crus de Gevrey produzidos pela família. A safra 2009 na Borgonha ficou marcada por um verão quente e ensolarado, que produziu uvas muito maduras e taninos generosos, resultando em vinhos de perfil mais opulento e acessível cedo do que safras mais clássicas como 2010.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado, com base no padrão dos grands crus da casa)
AmadurecimentoFermentação em cubas com desengace total dos cachos (a casa não trabalha com ráquis), seguida de envelhecimento de cerca de 16 a 18 meses em barricas de carvalho francês de grão normal, com no máximo 6 meses em madeira nova antes da trasfega, buscando oxigenação suave sem marcar o vinho com tosta excessiva
Servir a16-18 °C
GuardaJá em plena maturidade em 2026, com potencial de guarda até 2032-2035, considerando que a própria Rebourseau projeta 10 a 15 anos de evolução para seus grands crus
ClassificaçãoAOC Grand Cru (Charmes-Chambertin)

Vale saber

  • 2009 foi uma das safras mais quentes e solares da Borgonha na década, o que costuma suavizar os taninos e trazer fruta mais generosa do que o padrão mais austero da casa em anos frios
  • Jean de Surrel, à frente do domínio, desengaça totalmente os cachos e evita fermentação com ráquis, buscando frescor sem amargor, e limita a madeira nova a no máximo seis meses antes da trasfega para não mascarar o terroir
  • o Charmes-Chambertin é tradicionalmente considerado o grand cru mais macio e sedutor entre os produzidos pela Rebourseau, mais acessível jovem do que o Chambertin ou o Mazis-Chambertin da mesma casa
  • dado que a garrafa já soma seis anos além da faixa de guarda inferior projetada pelo próprio produtor, recomenda-se decantação de pelo menos uma a duas horas antes de servir para arejar notas terciárias e suavizar eventual redução
  • em 2018 a família Bouygues, proprietária do Château Montrose, tornou-se acionista majoritária ao lado dos de Surrel, mas essa mudança é posterior à safra 2009, que reflete ainda o estilo mais artesanal e de menor investimento em adega da fase anterior

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