Domaine Jean-Claude Bachelet & Fils
Chassagne-Montrachet 1er Cru Macherelles 2020
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- Produtor
- Domaine Jean-Claude Bachelet & Fils
- Safra
- 2020
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Chardonnay
Tipo
branco
Região
Borgonha, Côte de Beaune, Chassagne-Montrachet
País
França
Como é este vinho
O nariz é fino e bem desenhado, trazendo limão siciliano, pele de pêssego, cera de vela e nuances de pedra britada, com toques florais que lembram flor de sabugueiro e uma pontinha de casca de laranja amarga. Em boca a entrada é limpa e precisa, ganhando volume macio e harmonioso, com notas de pêssego maduro e manga que dão uma sensação quase sedutora ao meio de boca. O corpo é médio, a acidez é viva mas bem integrada, sustentando a fruta sem deixar o vinho pesado, e os taninos praticamente não aparecem, como é padrão em brancos de Chardonnay. O final é persistente e elegante, sem ser o mais complexo da gama de premiers crus do domaine, mas com sensibilidade e um travo mineral salino que assina o terroir de Chassagne. Vindo de parcelas com vinhas velhas plantadas em 1927 e 1960, o vinho carrega uma concentração de fruta que contrasta com o perfil normalmente mais leve e floral que se espera de Macherelles.
Com o que combina
Vieiras salteadas na manteiga com purê de couve-flor, robalo grelhado com molho beurre blanc, risoto de aspargos com parmesão, queijo de cabra cremoso tipo Chaource, e um clássico frango ao molho de mostarda e crème fraîche à la borguinhonha.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Jean-Claude Bachelet & Fils é uma propriedade familiar sediada no hameau de Gamay, em Saint-Aubin, com raízes que a família remonta a Pierre Bachelet no século XVII e uma identidade moderna firmada por Jean-Claude Bachelet nos anos 1970; hoje os irmãos Jean-Baptiste e Benoît conduzem os cerca de dez hectares divididos entre Saint-Aubin, Chassagne-Montrachet e Puligny-Montrachet, com viticultura biodinâmica desde 2012 e cobertura total do vinhedo a partir de 2016. O Macherelles é um premier cru de exposição leste, situado na parte da encosta de Chassagne que recebe o sol da manhã e é poupada do calor da tarde, o que tende a produzir vinhos mais florais e abertos do que os cruzeiros voltados para o sul; dentro da linha de brancos do domaine, costuma ser o premier cru mais acessível e expressivo já no lançamento. A parcela do Bachelet neste climat reúne quatro talhões, os mais antigos plantados em 1927 e 1960, o que confere ao vinho uma concentração de fruta pouco usual para o perfil habitualmente mais leve de Macherelles. A safra 2020 na Borgonha foi marcada por um verão quente e seco e por uma colheita adiantada, em meados de agosto, uma das mais precoces já registradas na região, resultando em uvas maduras que, graças ao manejo biodinâmico e à colheita no ponto certo, preservaram acidez e frescor notáveis apesar do calor.
Vale saber
- A colheita de 2020 na Borgonha começou em meados de agosto, uma das mais precoces da história recente da região, por conta de um verão quente e seco; apesar disso, os vinhos guardaram acidez surpreendente graças à colheita antecipada.
- As vinhas do Bachelet em Macherelles incluem talhões plantados em 1927 e 1960, o que traz uma concentração de fruta que foge do perfil mais leve e floral que costuma caracterizar esse climat.
- Dentro da gama de premiers crus brancos do domaine, Macherelles é tradicionalmente o mais aberto e convidativo já no lançamento, função de sua exposição leste e posição na encosta, ao contrário de cruzeiros mais austeros como La Romanée ou Grandes Ruchottes do mesmo produtor.
- A criação de cerca de 24 meses em barrica, com apenas 15% de madeira nova, é longa para o padrão da região e sugere que o vinho se beneficia de uma decantação curta (30 a 40 minutos) se aberto muito jovem, embora não seja estritamente necessário.
- O estilo lembra outros brancos de Macherelles da mesma safra, como os de Guy Amiot ou Roux Père et Fils, mas a assinatura biodinâmica do Bachelet tende a acentuar a tensão mineral e salina no final de boca.
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