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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Éric Texier

Châteauneuf-du-Pape Blanc Vieilles Vignes 2019

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Éric Texier
Safra
2019
Uva
50% Clairette, 50% Bourboulenc
País
França
Categoria
branco

Uva

50% Clairette, 50% Bourboulenc

Tipo

branco

Região

Vale do Ródano Meridional — Châteauneuf-du-Pape (parcela Bois Sénéchaux)

País

França

Como é este vinho

Na taça mostra cor dourada clara com reflexos esverdeados e aroma que mistura marmelo, pêssego branco e flor de laranjeira a notas mais salgadas de ervas secas e um toque de amêndoa. Na boca é encorpado e cerúleo, quase untuoso, mas equilibrado por acidez viva que traz frescor ao final. Não há taninos por se tratar de branco, mas a textura é levemente tânica-fenólica, típica de vinificação com cachos inteiros e prensagem direta. O final é longo, salino, com leve amargor de amêndoa que convida ao próximo gole.

Com o que combina

Combina muito bem com linguado grelhado com manteiga de ervas, robalo assado com azeite e limão siciliano, frango caipira assado com ervas de Provence, queijo de cabra semicurado ou um curry leve de peixe branco com toque de gengibre e páprica defumada.

Sobre o vinho e o produtor

Éric Texier é um bordalês que trocou a engenharia nuclear pelo vinho no início dos anos 1990, formando-se sob a tutela de Jean-Marie Guffens na Borgonha antes de se instalar no Ródano. Embora seja mais conhecido por ressuscitar sozinho a minúscula denominação de Brézème, no Ródano Norte, ele também compra uvas de parceiros de confiança em áreas históricas do Ródano Sul, como esta parcela em Châteauneuf-du-Pape pertencente a Jean Riché, situada a um quilômetro do rio, sobre solos argilo-calcários cobertos por seixos rolados (galets roulés). As vinhas de Clairette e Bourboulenc, com mais de 50 anos e conduzidas em pé-franco (gobelet) para sombrear os cachos do calor mediterrâneo, são colhidas cedo para preservar o frescor — Texier já removeu a Grenache Blanc do corte há alguns anos, em busca de um perfil mais fiel ao terroir. O resultado é vinificado com a mesma filosofia radicalmente tradicional aplicada a todos os seus vinhos: prensagem direta de cachos inteiros, fermentação espontânea, ausência de enxofre até o engarrafamento e criação longa sobre borras finas na adega histórica de Charnay, ao norte de Lyon.

Corpoencorpado
Graduação13,5%
AmadurecimentoFermentação em barricas pequenas usadas (neutras) com leveduras indígenas, sem adição de enxofre; maturação de 16 a 20 meses sobre borras finas, sem trasfegas; engarrafado sem colagem, filtração ou sulfitagem
Servir a12-14 °C
Guardade 2 a 8 anos após a colheita — em 2026 o vinho já está em plena maturidade, ótimo momento para consumo, sem urgência mas também sem muito fôlego de guarda adicional
ClassificaçãoAOC Châteauneuf-du-Pape

Vale saber

  • Texier considera Châteauneuf-du-Pape o maior terroir para brancos do Vale do Ródano, e este corte de Clairette e Bourboulenc, sem Grenache Blanc, é uma aposta pessoal contra a tendência mais comum da região de misturar quatro ou cinco castas.
  • Por ser vinificado sem enxofre até o engarrafamento e fermentado em barricas neutras usadas, o vinho pode apresentar leve nota redutiva ao abrir; um breve arejamento de 20 a 30 minutos na taça ou decantação curta ajuda a revelar melhor os aromas.
  • As vinhas usadas na cuvée têm mais de 50 anos e ficam plantadas em pé-franco (sem espaldeira), técnica antiga que protege os cachos do sol forte do Ródano Sul — algo raro de se ver ainda em produção comercial.
  • 2019 foi uma safra equilibrada no Ródano Sul, com verão quente mas sem excessos, o que tende a favorecer brancos com boa concentração e acidez preservada graças à colheita antecipada característica do produtor.
  • Quem gosta deste vinho tende a apreciar também os brancos de Roussanne da Borgonha do Ródano Norte ou brancos do Jura vinificados sob véu leve, pela textura cerosa e o perfil levemente oxidativo controlado.

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