Pré-venda·A vitrine abre nos próximos diasentrar na lista
Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Méo-Camuzet

Clos de Vougeot Grand Cru Cuvée Près Le Cellier 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Domaine Méo-Camuzet
Safra
2023
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Nuits, comuna de Vougeot

País

França

Como é este vinho

Nariz denso de frutas escuras maduras, como amora e cereja preta, com camadas de flores, especiarias doces, terra úmida e um toque mineral que lembra pedra molhada. Na boca a entrada é envolvente e carnuda, com meio de boca de grande concentração e textura sedosa, sustentada por taninos firmes porém polidos e acidez que mantém o conjunto vertical e tenso. O carvalho aparece de forma integrada, trazendo notas de especiarias e leve torrefação sem dominar a fruta. O final é longo, com retorno de fruta escura e um fio salino que convida ao próximo gole.

Com o que combina

Combina muito bem com pato ao molho de groselha ou laranja, faisão assado com ervas, coq au vin tradicional, lombo de veado com redução de vinho tinto, cogumelos porcini salteados com manteiga e tomilho, e queijos de casca lavada como Époisses ou um Comté envelhecido de 24 meses.

Sobre o vinho e o produtor

A Domaine Méo-Camuzet é um dos nomes mais respeitados da Côte de Nuits, com sede em Vosne-Romanée e cerca de 14 hectares distribuídos entre parcelas históricas formadas por Etienne Camuzet no início do século XX. Dentro do imenso Clos de Vougeot, um grand cru com mais de 50 hectares e dezenas de proprietários, a família possui parcelas em dois lieux-dits distintos, e a cuvée Près Le Cellier corresponde à porção situada perto da antiga adega dos monges cistercienses, próxima ao castelo histórico do Clos. Essa origem específica só passou a ser engarrafada separadamente da outra parcela, chamada Grand Maupertuis (hoje Le Passage), a partir do momento em que o volume de uva permitiu essa segregação. A safra 2023 na Borgonha foi marcada por um início de primavera fresco seguido de floração muito rápida e concentrada no começo de junho, com chuvas regulares que evitaram estresse hídrico severo e resultaram em colheita abundante e sadia; as fermentações malolácticas ocorreram de forma progressiva e tranquila, gerando vinhos estáveis, com estrutura profunda e tensão que os próprios enólogos da casa descrevem como maior do que esperavam inicialmente.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimativa baseada no padrão da casa para Clos de Vougeot; teor exato da safra 2023 não confirmado em fonte oficial)
AmadurecimentoFermentação em cubas com maceração tradicional borgonhesa, seguida de maturação por aproximadamente 16 a 18 meses em barricas de carvalho francês, com proporção alta de madeira nova, seguindo o padrão que a casa aplica aos seus grands crus
Servir a16 a 18 °C
GuardaJá mostra charme entre 2028 e 2032, mas atinge platô entre 2033 e 2045, podendo evoluir bem além disso em boas condições de guarda
ClassificaçãoAOC Clos de Vougeot Grand Cru

Vale saber

  • A cuvée Près Le Cellier só existe como rótulo separado desde safras recentes (a partir de 2017), quando a produção da parcela específica passou a ser suficiente para engarrafamento individual, antes disso era misturada a outra parcela da família dentro do Clos de Vougeot.
  • Segundo notas da própria casa sobre a safra 2023, este vinho já se mostra generoso e sedutor jovem, mas guarda reserva e potencial que recomendam paciência de alguns anos antes de abrir a melhor garrafa da caixa.
  • Decantação de pelo menos uma a duas horas é recomendada se a garrafa for aberta antes de 2030, já que o tanino ainda firme e a acidez viva tendem a se harmonizar com aeração.
  • Por vir de uma parcela minúscula dentro de um grand cru de mais de 80 proprietários, a produção anual é extremamente limitada, o que explica preços elevados e disputa entre colecionadores e importadores.
  • O estilo lembra outros Clos de Vougeot de produtores voltados a Pinot Noir denso e polido, com uso generoso de carvalho novo, mas mantém a assinatura de frescor e precisão que é marca registrada de Méo-Camuzet desde a influência de Henri Jayer.

Da mesma curadoria