Champagne Philipponnat
Clos Des Goisses Extra-Brut 2011
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- Produtor
- Champagne Philipponnat
- Safra
- 2011
- Uva
- 100% Pinot Noir
- País
- França
- Categoria
- espumante
Uva
100% Pinot Noir
Tipo
espumante
Região
Champagne (Mareuil-sur-Aÿ)
País
França
Como é este vinho
Cor cúprica incomum para um Clos des Goisses, reflexo do domínio total do Pinot Noir sem o contraponto habitual da Chardonnay. No nariz aparecem notas florais de íris, jasmim e rosa, ervas de jardim, cítricos e um toque de pêssego branco, com nuances de cassis, casca de limão e amêndoa fresca surgindo com a taça. Na boca é vinoso e денso, com bolha fina e persistente, acidez viva e final salino-mineral que lembra giz, com uma pontinha de pimentão verde e ervas típica da colheita atípica de 2011. É um champanhe mais esguio e cristalino do que outras safras do rótulo, porém com equilíbrio elogiado pela crítica.
Com o que combina
Combina bem com lagosta grelhada com manteiga de ervas, robalo ao molho beurre blanc, coq au vin clássico, queijo Comté envelhecido 24 meses e foie gras poêlé com compota de figo; também harmoniza com ostras e caviar por conta da salinidade mineral do terroir de giz.
Sobre o vinho e o produtor
A Champagne Philipponnat cultiva vinhas em Aÿ e Mareuil-sur-Aÿ desde 1522 e tem no Clos des Goisses, adquirido em 1935, sua joia mais célebre: um vinhedo murado de menos de seis hectares na encosta mais íngreme da região, voltado a pleno sul sobre giz aflorante. A safra 2011 é uma das mais atípicas da história do rótulo: um ataque de oídio comprometeu boa parte da Chardonnay do Clos, levando Charles Philipponnat a engarrafar, pela primeira e única vez, um Clos des Goisses 100% Pinot Noir, proveniente de apenas quatro das catorze parcelas do vinhedo. A colheita foi a mais precoce já registrada na casa, ainda no fim de agosto, e a produção caiu para cerca de 12.000 garrafas, metade do volume habitual. Para compensar a ausência da Chardonnay — que tradicionalmente traz frescor ao corte — a maison aumentou a vinificação em barricas de carvalho para cerca de 80%, buscando taninos naturais como proteção antioxidante.
Vale saber
- É a única safra da história do Clos des Goisses vinificada com 100% Pinot Noir, resultado de um ataque de oídio que arruinou parte da Chardonnay do vinhedo em 2011.
- A produção caiu para cerca de 12.000 garrafas, metade do volume normal da cuvée, tornando esta safra particularmente rara mesmo para os padrões de um vinho já limitado.
- Cerca de 80% do vinho passou por barricas de carvalho sem fermentação malolática, uma escolha técnica de Charles Philipponnat para dar estrutura e proteção antioxidante na ausência da Chardonnay que normalmente traz frescor ao corte.
- A crítica diverge sobre a guarda: fontes mais conservadoras sugerem consumir em médio prazo, enquanto Jancis Robinson viu potencial de décadas; por segurança, vale abrir e decantar suavemente por 20-30 minutos antes de servir para deixar o aromático se expandir.
- A cor cúprica e o perfil mais floral e herbáceo (em vez do clássico caráter vinoso e cremoso do Clos des Goisses) tornam esta safra uma curiosidade de degustação vertical, contrastando fortemente com vizinhas como 2012 e 2013, que retomaram o corte tradicional com Chardonnay.
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