Champagne Philipponnat
Clos Des Goisses Extra-Brut 2013
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- Produtor
- Champagne Philipponnat
- Safra
- 2013
- Uva
- 85% Pinot Noir, 15% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- espumante
Uva
85% Pinot Noir, 15% Chardonnay
Tipo
espumante
Região
Champagne (Mareuil-sur-Aÿ, Grande Vallée de la Marne)
País
França
Como é este vinho
A cor é dourada clara com reflexos cobreados e a perlage é fina e persistente. No nariz surgem notas florais que evoluem para groselha e frutas vermelhas, seguidas por toques tostados de brioche e, com a taça aberta, nuances de pera, mel e um fundo salino quase iodado, típico do giz de Goisses. Na boca o vinho é vinoso e denso, com ataque rico e textura quase tátil, meio de boca concentrado e uma acidez viva que sustenta tudo isso sem deixar a sensação pesada. O final é longo, salino e mineral, com leve amargor de casca cítrica que convida ao próximo gole. É um espumante estruturado, mais próximo de um grande vinho branco de guarda do que de um champagne de aperitivo.
Com o que combina
Lagosta grelhada com manteiga de ervas, robalo assado com molho beurre blanc, vieiras salteadas com purê de couve-flor, queijos de pasta mole como um Époisses ou um Brie de Meaux bem maduro, e pratos de caça de aves como pombo ou perdiz assados combinam muito bem com a intensidade e a mineralidade deste rótulo.
Sobre o vinho e o produtor
A Champagne Philipponnat é uma casa familiar centenária de Mareuil-sur-Aÿ, cuja família cultiva vinhas na região desde 1522 e cuja marca nasceu em 1910; hoje é dirigida por Charles Philipponnat, descendente dos fundadores, e pertence ao grupo Lanson-BCC. O Clos des Goisses é a joia da casa, um monopole murado de menos de seis hectares comprado em 1935, plantado em encosta íngreme voltada a pleno sul sobre giz quase aflorante, com temperatura média 1,5°C acima do entorno — foi o primeiro champagne de vinhedo único da região. A safra 2013 foi marcada por colheita tardia, a única em outubro em vinte anos, mas com excelente maturação das uvas, resultando em um vinho fresco e elegante, num estilo que remete a um clima anterior ao aquecimento global. A casa considera este um dos melhores Clos des Goisses das últimas décadas, superando até as aclamadas safras de 2008 e 2012.
Vale saber
- A casa recomenda decantar este vinho antes de servir para que ele revele toda sua complexidade, algo incomum para um champagne mas coerente com seu perfil vinoso e estruturado.
- A colheita de 2013 foi excepcionalmente tardia, iniciada em outubro, algo que não acontecia havia vinte anos na região, o que concentrou aromas e acidez.
- O degolamento tardio, em março de 2022, após quase nove anos sobre leveduras, é típico da filosofia da casa de só liberar o Clos des Goisses quando ele atinge maturidade plena.
- A dosagem muito baixa (cerca de 4,25 g/L) classifica o vinho como extra-brut e realça a mineralidade e a vinosidade do terroir de giz, em vez de mascará-las com açúcar.
- Críticos internacionais compararam a 2013 favoravelmente à celebrada safra 2008 de Goisses, e a casa também produz uma versão rara de longuíssima guarda chamada Clos des Goisses LV, envelhecida 25 anos antes do degolamento, para quem quiser explorar o extremo do estilo.
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