Champagne Agrapart & Fils
Complantée Grand Cru Extra Brut NV
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- Produtor
- Champagne Agrapart & Fils
- Safra
- NV
- Uva
- Complantação de Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier, Arbane, Petit Meslier e Pinot Blanc
- País
- França
- Categoria
- espumante
Uva
Complantação de Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier, Arbane, Petit Meslier e Pinot Blanc
Tipo
espumante
Região
Champagne
País
França
Como é este vinho
Palha luminoso, com espuma abundante na abertura que assenta rápido em bolha fina. O nariz é o mais inquieto da gama, misturando maçã verde e pera com um floral de flor de sabugueiro, casca de limão e um toque herbáceo e apimentado que não aparece nos blanc de blancs da casa. Na boca a acidez é mais nervosa e angular, com corpo médio e uma textura levemente rústica, quase mordida, que vem das castas antigas. Há nota de erva-doce e de pele de cítrico no meio do gole, e o giz de Avize sustenta tudo por baixo. Termina seco e crocante, com amargor cítrico e um sal que puxa o próximo gole.
Com o que combina
Sashimi de peixe branco com limão, ceviche de camarão, tempurá de legumes, salada de burrata com ervas frescas, frango ao curry suave e queijo de cabra fresco com azeite.
Sobre o vinho e o produtor
A Complantée vem de uma única vinha de Avize plantada à moda antiga, com as castas misturadas nas mesmas fileiras em vez de separadas por talhão, e tudo colhido e prensado junto. As três castas modernas da Champagne dividem espaço com Arbane, Petit Meslier e Pinot Blanc, variedades quase extintas na região que trazem acidez alta, aroma floral e um toque selvagem. Por isso ela nunca soa como os blanc de blancs da casa: é mais angular, mais herbácea e mais imprevisível, ainda que assentada sobre o mesmo giz grand cru. Com cinco gramas de dosagem e a mesma disciplina de adega, é o rótulo em que Pascal Agrapart conversa com a Champagne anterior à hegemonia do Chardonnay.
Vale saber
- Sirva um pouco mais fria que a Avizoise, perto de oito graus, porque a acidez das castas antigas fica agressiva se o vinho aquecer demais na taça.
- Não é o champagne para quem procura conforto: a rusticidade é proposital e faz parte do interesse histórico da cuvée, então vale contextualizar antes de servir a um convidado que espera cremosidade.
- Funciona melhor à mesa do que como aperitivo isolado; o amargor cítrico e o corte ácido pedem gordura ou acidez no prato para se equilibrar.
- Produção muito pequena, saída de uma única parcela, o que explica a escassez e a variação sensível de estilo entre engarrafamentos.
- Quem conhece as complantações de Laherte Frères ou o Les Vignes de Nogent de Bollinger reconhece aqui a mesma família de sabor, com o giz de Avize dando mais precisão ao conjunto.
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