Maison Ponsot
Corton-Charlemagne Grand Cru 2020
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- Produtor
- Maison Ponsot
- Safra
- 2020
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Chardonnay
Tipo
branco
Região
Borgonha, Aloxe-Corton (Côte de Beaune)
País
França
Como é este vinho
Coloração amarelo-palha clara e brilhante. O nariz traz casca de cítricos, pera, flor branca e um toque de pão fresco e cera de abelha, com uma nota tostada discreta que não domina a fruta. Na boca é encorpado, com textura tensa e quase giz, acidez vibrante que dá corte e um final longo, salino e persistente. É um Chardonnay de perfil mineral e vertical, mais linear que untuoso, que ganha volume e complexidade com a respiração no copo.
Com o que combina
Lagosta grelhada com manteiga de ervas, linguado ou robalo ao molho beurre blanc, frango caipira assado com limão e tomilho, risoto de cogumelos silvestres e queijos de pasta prensada bem curados, como um Comté de 24 meses.
Sobre o vinho e o produtor
A Maison Ponsot é o braço négociant da centenária Domaine Ponsot de Morey-Saint-Denis, hoje conduzida por Rose-Marie Ponsot com Alexandre Abel na vinificação, complementando a produção do domaine com uma pequena gama de vinhos da Côte de Beaune feitos a partir de uvas de parceiros viticultores. O Corton-Charlemagne, produzido pela primeira vez em 2009, vem de uma parcela de apenas 0,35 hectare dividida igualmente entre os climats Le Charlemagne, na divisa com Pernand, e Les Languettes, ambos dentro do Grand Cru de Aloxe-Corton. A vinificação segue a linha pouco intervencionista da casa, com prensagem de cachos inteiros e fermentação espontânea, buscando preservar a tensão e a mineralidade do terroir calcário de Corton. A safra 2020 teve uma fermentação alcoólica incomumente lenta, resultando em um vinho denso, porém vibrante e ainda jovem.
Vale saber
- A produção é extremamente limitada: apenas cinco barricas foram feitas na safra 2020, o equivalente a pouco mais de mil garrafas.
- A fermentação alcoólica dessa safra só terminou em julho de 2021, bem mais tarde que o habitual, reflexo do uso de leveduras indígenas e baixa intervenção enológica.
- O vinho nasce da combinação de duas exposições distintas dentro do Grand Cru: Le Charlemagne, mais próximo de Pernand e com solos mais brancos, e Les Languettes, mais voltado para Aloxe, o que explica o equilíbrio entre frescor cítrico e amplidão na boca.
- Não é obrigatório decantar, mas abrir a garrafa de 30 a 60 minutos antes de servir ajuda a suavizar a redução inicial e revelar as notas de pera e flor branca.
- Pela tensão e o caráter quase salino, é um Corton-Charlemagne que dialoga mais com o estilo afiado de produtores como Roulot ou Coche-Dury do que com Chardonnays mais untuosos e amanteigados da região.
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