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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Labet

Côtes du Jura Les Singuliers Vin de Voile Chardonnay / Savagnin (Oxidativo) 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Labet
Safra
2018
Uva
95% Chardonnay, 5% Savagnin
País
França
Categoria
branco

Uva

95% Chardonnay, 5% Savagnin

Tipo

branco

Região

Jura (Rotalier, Côtes du Jura)

País

França

Como é este vinho

Nariz especiado e denso, com notas clássicas do estilo sous voile: cogumelo, curry, aipo e um travo de iodo e fumaça que se entrelaçam a frutas amarelas maduras, refletindo a safra quente de 2018. Na boca é redondo, pungente e intenso, com um final longo e levemente salino que lembra o registro de um vin jaune sem chegar à mesma extremidade oxidativa. A acidez, embora moderada para os padrões do Jura, é bem viva graças ao pH baixo (em torno de 3,0), sustentando o corpo generoso e evitando que o vinho pareça pesado. Os taninos são praticamente inexistentes, como esperado em um branco, e a textura é untuosa, quase amanteigada, com um travo levemente adstringente no retrogosto. É um vinho de personalidade forte, que pede tempo em taça para abrir todas as camadas aromáticas.

Com o que combina

Vai muito bem com Comté afinado por 24 a 36 meses, mont d'or ainda morno com batatas, frango ao molho de vin jaune e morilles, risoto de cogumelos silvestres com toque de curry, ou ainda um coq au vin jaune tradicional do Jura. Também harmoniza com queijos azuis suaves e com pratos à base de foie gras, que dialogam bem com a untuosidade e as notas especiadas do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Labet é uma propriedade familiar de Rotalier, no extremo sul do Jura, hoje conduzida por Julien, Romain e Charline Labet, terceira geração à frente do domaine fundado por Alain e Josie Labet em 1974. Embora a casa seja mais conhecida pelo estilo ouillé, moderno e não oxidativo — barricas sempre completadas, à maneira borgonhesa que Julien aprendeu com sua passagem pela Domaine Ramonet —, ela também produz, em quantidades limitadas, algumas cuvées sob véu de leveduras, das quais Les Singuliers é o exemplo mais emblemático. Vinificado a partir de uvas de vinhas velhas, entre 40 e 65 anos, plantadas em solos marnosos e calcários do vale de Rotalier, este rótulo é um raro branco de corte majoritariamente Chardonnay que passa por envelhecimento oxidativo, ao contrário do savagnin puro que caracteriza o clássico Vin Jaune da região. A safra 2018, marcada pelo calor, resultou em um vinho mais potente e maduro, com grau alcoólico elevado para o padrão da casa, ainda que a acidez tenha se mantido firme o suficiente para dar equilíbrio e capacidade de guarda.

Corpoencorpado
Graduação14,5%
AmadurecimentoCerca de dois anos em barricas e foudres usados, com aproximadamente um ano sob véu de leveduras indígenas (sous voile), no método oxidativo tradicional do Jura; vinho engarrafado apenas em junho de 2023, após período adicional de estágio, sem filtragem e com uso mínimo de enxofre (SO2 total abaixo de 20 mg/l)
Servir a12-14 °C
GuardaJá pronto para beber a partir do engarrafamento (2023), mas com fôlego para evoluir e ganhar complexidade até 2035-2040 ou mais, graças à acidez elevada e ao caráter oxidativo que naturalmente estabiliza o vinho
ClassificaçãoAOC Côtes du Jura

Vale saber

  • Diferente do savagnin puro usado no clássico Vin Jaune, aqui o Chardonnay domina o corte (95%), o que produz um vin de voile mais frutado e untuoso, com a complexidade oxidativa como camada adicional, e não como identidade única do vinho.
  • A safra 2018 foi quente no Jura, o que se traduz em um vinho mais potente e maduro do que a versão 2019 da mesma cuvée, com grau alcoólico mais alto e pH mais baixo, características que reforçam tanto o corpo quanto a longevidade.
  • Alguns provadores compararam a textura sedosa deste vinho aos chablis de produtores como Raveneau, um paralelo interessante já que a Domaine Labet também bebe da tradição borgonhesa via Julien Labet, apesar do processo oxidativo típico do Jura.
  • Não é necessário decantar de forma agressiva, mas deixar o vinho respirar por 30 a 60 minutos após a abertura ajuda a integrar as notas mais voláteis de flor de levedura; trata-se de um vinho que se beneficia de tempo em taça bem aberta, tipo borgonha.
  • O uso de enxofre é mínimo (SO2 total abaixo de 20 mg/l), reflexo da filosofia de baixa intervenção da casa, o que também explica por que o vinho pode apresentar pequenas variações de lote a lote, como demonstra a existência de mais de uma leva de engarrafamento para esta mesma safra.

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