Éric Texier
Côtes du Rhône Brézème Vieille Roussette Domaine de Pergaud 2016
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- Produtor
- Éric Texier
- Safra
- 2016
- Uva
- 100% Roussanne (localmente chamada de "Roussette")
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Roussanne (localmente chamada de "Roussette")
Tipo
branco
Região
Vale do Ródano — Brézème (margem esquerda do Ródano, entre Valence e Montélimar)
País
França
Como é este vinho
Nariz complexo e levemente oxidativo, com notas de cítricos maduros, frutas amarelas, baunilha e amêndoa, típico das vinhas centenárias de Roussanne cultivadas sobre calcário-argiloso com seixos rolados (galets roulés). Na boca é redondo, maduro e elegante, com corpo médio a encorpado e textura envolvente, quase salgada, herdada do contato prolongado com as borras. A acidez aparece discreta mas presente, equilibrando a riqueza glicérica e o toque de oxidação controlada. O final é longo, especiado e mineral, sem doçura residual, terminando com uma nota quase de casca de noz.
Com o que combina
Harmoniza muito bem com pratos que pedem um branco de personalidade forte e levemente oxidativo: frango assado com ervas de Provence, risoto de cogumelos porcini, queijos de leite cru curados como Comté de 24 meses ou Beaufort, foie gras poêlé e até curries leves com leite de coco. Por seu perfil incomum, também surpreende ao lado de peixes gordurosos grelhados, como cavala ou salmão, e de pratos com molhos à base de manteiga avelãzada.
Sobre o vinho e o produtor
Éric Texier batizou a linha Domaine de Pergaud em homenagem ao Domaine de Pergault de François Pouchoulin, o lendário "padrinho de Brézème" que sozinho manteve viva essa minúscula denominação por décadas antes de introduzir Texier à região. A Vieille Roussette vinha de uma parcela específica plantada com as vinhas mais antigas de Monsieur Pouchoulin, sobre solo argilo-calcário com grandes seixos rolados, um terroir raro dentro de Brézème. Diferente do Ródano setentrional clássico, dominado por granito, esse solo confere ao Roussanne um perfil mais redondo e levemente oxidativo, deliberadamente cultivado por Texier em sua busca por vinificações pré-industriais. A safra 2016 integra uma sequência muito curta de vinhas que foram arrancadas em 2019 por produção ínfima, tornando esta cuvée hoje extinta e cada garrafa remanescente um registro histórico de um vinho que não será mais feito.
Vale saber
- A Vieille Roussette nunca foi um vinho comercial de grande escala: mesmo em safras generosas, a produção ficava na casa de algumas centenas de garrafas, tornando o rótulo praticamente um vinho de garagem dentro do já minúsculo domínio de Texier.
- As vinhas de Roussanne usadas nesta cuvée foram arrancadas no outono de 2019 porque a produção havia se tornado insustentavelmente pequena; isso significa que safras como 2016 documentam um vinho que simplesmente deixou de existir.
- O estilo levemente oxidativo é intencional, não um defeito: Texier busca replicar vinificações do século XIX, e o resultado lembra mais os brancos maduros do Jura do que um Roussanne convencional do Ródano.
- Vale decantar com pelo menos 30 a 60 minutos de antecedência, ou simplesmente deixar a taça respirar, para que a nota oxidativa se funda com a fruta madura e a mineralidade apareça mais nítida.
- Por ser vinificado sem enxofre e sem filtração, o vinho pode apresentar leve turbidez natural e variação de garrafa para garrafa — características normais em vinhos produzidos dessa forma.
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