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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Éric Texier

Côtes du Rhône Brézème Vieille Roussette Domaine de Pergaud 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Éric Texier
Safra
2018
Uva
100% Roussanne (localmente chamada "Roussette", nome que na região pode designar Roussanne, Altesse ou até Marsanne conforme o lugar)
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Roussanne (localmente chamada "Roussette", nome que na região pode designar Roussanne, Altesse ou até Marsanne conforme o lugar)

Tipo

branco

Região

Vale do Ródano — Brézème (margem esquerda do Ródano, entre Valence e Montélimar)

País

França

Como é este vinho

O nariz é denso e complexo, com fruta amarela bem madura, casca cítrica, baunilha e amêndoa, atravessado por um toque discreto de oxidação que lembra vinhos de criação sob véu. A boca é redonda, madura e elegante, com corpo cheio, acidez presente mas integrada e final longo, quase salino, puxado pelas notas de amêndoa e especiaria. É um branco de textura envolvente, distante do perfil tropical e frutado de Roussannes convencionais, mais próximo de brancos oxidativos do Jura em espírito.

Com o que combina

Pela nota oxidativa proposital, Éric Texier recomenda combinações não óbvias: funciona muito bem com frango assado com ervas e limão, risoto de cogumelos silvestres, queijo comté ou parmesão de longa cura, e pratos com toques de curry leve ou especiarias orientais que dialogam com a amêndoa e a baunilha do vinho. Também harmoniza com salmão defumado e patês de fígado de aves.

Sobre o vinho e o produtor

Éric Texier é o vigneron que resgatou sozinho Brézème, minúscula denominação de solos calcário-margosos que, antes da filoxera, rivalizava com Hermitage em prestígio. Esta cuvée "Vieille Roussette" vinha das vinhas mais velhas do domínio, plantadas em 1936 por Monsieur Pouchoulin, mentor de Texier na região, num terroir de argila, calcário e seixos rolados (galets roulés). A safra 2018 tem importância histórica: foi a penúltima vindima dessa parcela, arrancada no outono de 2019 porque a produção havia se tornado minúscula demais para justificar sua manutenção. Vinificado sem qualquer enxofre até o engarrafamento e criado metade em ânforas de barro e metade em barricas usadas, o vinho resultou numa safra de bastante matéria, com um toque discreto de oxidação assumido como característica, não defeito.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado; não confirmado em ficha oficial)
AmadurecimentoCachos inteiros prensados diretamente, fermentação espontânea sem sulfitação; criação de 8 a 10 meses dividida meio a meio entre ânforas de barro (tinajas) e barricas velhas, sobre borras finas, engarrafado sem colagem nem filtração e com dose mínima ou nula de enxofre
Servir a12-14 °C
GuardaJá pronto para beber desde o lançamento, com boa evolução até 6 a 8 anos após a safra graças ao perfil levemente oxidativo, que funciona como conservante natural
ClassificaçãoAOC Côtes du Rhône (parcela histórica de Brézème, sem apelação própria)

Vale saber

  • 2018 foi a penúltima safra desta parcela de Roussanne centenária (plantada em 1936); as vinhas foram arrancadas no outono de 2019 por baixa produtividade, o que torna esta e a última safra peças praticamente históricas do domínio.
  • Produção extremamente limitada: apenas 840 garrafas de 750ml e 18 magnuns foram engarrafados nesta safra.
  • A criação dividida entre ânforas de barro (tinajas) e barricas velhas é incomum para Roussanne no Ródano e reforça o perfil textural e levemente oxidativo do vinho.
  • O próprio produtor descreve a safra como tendo bastante matéria e um toque discreto de oxidação, recomendando harmonizações fora do convencional em vez de pratos clássicos com peixe leve.
  • Por não receber enxofre algum durante a vinificação, recomenda-se decantar levemente antes de servir para deixar as notas de baunilha e amêndoa se abrirem completamente.

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