Domaine Fontaine-Gagnard
Criots-Bâtard-Montrachet Grand Cru 2021
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- Produtor
- Domaine Fontaine-Gagnard
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Chardonnay
Tipo
branco
Região
Borgonha, Côte de Beaune, Chassagne-Montrachet
País
França
Como é este vinho
O nariz é discreto no início, com uma leve redução que se abre para notas de pera, maçã, funcho e um toque de carvalho tostado bem integrado. Em boca é um branco de acidez viva e bem talhada, com textura untuosa no meio de boca que contrasta com um final quase mastigável, salino e muito longo. O corpo é médio para encorpado, sem excesso de peso, sustentado por uma espinha mineral que lembra giz e pedra molhada. É um vinho de tensão mais do que de opulência, típico da assinatura mais fresca e vertical da casa nesta safra.
Com o que combina
Vieiras salteadas na manteiga com um fio de limão siciliano, linguado grelhado com molho beurre blanc, robalo ao forno com ervas finas, um queijo comté maturado por 24 meses ou um risoto de aspargos brancos com parmesão fazem jus à complexidade e à acidez deste Criots.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Fontaine-Gagnard é uma casa familiar de Chassagne-Montrachet, formada em 1985 pela união de Richard Fontaine e Laurence Gagnard, herdeira do patrimônio da família Gagnard-Delagrange. Hoje conduzido por Céline Fontaine, com a chegada de Frédéric em 2018, o domínio detém uma das maiores parcelas do menor grand cru da Côte de Beaune, o Criots-Bâtard-Montrachet, que soma apenas cerca de 1,6 hectare no total entre todos os produtores. A safra 2021 foi marcada por geadas severas na primavera na Borgonha, o que reduziu drasticamente a produção; relatos indicam que a casa colheu poucas barricas deste rótulo, provenientes de vinhas centenárias, protegidas com velas contra o frio. O resultado é um vinho de safra mais fresca e clássica, com menos volume alcoólico e mais tensão do que vintages mais quentes, mas com concentração notável dada a baixa produtividade.
Vale saber
- A safra 2021 foi uma das mais afetadas por geada de primavera na Borgonha em décadas, reduzindo drasticamente os volumes e explicando por que este rótulo é ainda mais raro do que o habitual.
- Criots-Bâtard-Montrachet é o menor dos três grand crus da família Bâtard-Montrachet, com pouco mais de 1,6 hectare de superfície total, tornando qualquer garrafa deste terroir naturalmente escassa.
- Não é necessário decantar por longas horas; uma aeração de 20 a 30 minutos em taça já revela a complexidade aromática sem dissipar a tensão mineral característica da safra.
- Comparado a um Bâtard-Montrachet ou a um Le Montrachet da mesma casa, o Criots costuma ser mais discreto e vertical; segundo relatos da própria produção, em 2021 esse Criots se aproximou do nível dos irmãos maiores, algo incomum.
- Vinhas com cerca de cem anos de idade, cultivadas em parcelas muito pequenas, ajudam a explicar a profundidade e a persistência do final, mesmo em uma safra de baixo rendimento.
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