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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Champagne Philipponnat

Cuvée Le Léon Grand Cru Extra-Brut 2014

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Champagne Philipponnat
Safra
2014
Uva
100% Pinot Noir (Grand Cru de Aÿ)
País
França
Categoria
espumante

Uva

100% Pinot Noir (Grand Cru de Aÿ)

Tipo

espumante

Região

Champagne (Aÿ / Mareuil-sur-Aÿ, Grande Vallée de la Marne)

País

França

Como é este vinho

Cor dourada brilhante, com perlage fina e cremosa e efervescência contínua. O nariz é aberto e frutado, com notas de frutas negras, mirtilo e amora que, com a aeração, ganham complexidade de especiarias de pão de mel, canela, anis-estrelado e um toque sutil de baunilha vindo da passagem por carvalho. Na boca a entrada é cremosa e generosa, sustentada por uma estrutura firme com notas de amora e groselha, resultado da ausência de malolática que preserva acidez viva e tensão. O final é longo e intenso, com uma mineralidade salina e calcária muito característica do terroir de Aÿ. É um champagne vinoso, denso, mais próximo de um grande vinho branco estruturado do que de um espumante leve.

Com o que combina

Ostras e frutos do mar crus, peixes de água salgada como robalo ou peixe-galo grelhados, presunto Bellota ou cecina, cordeiro assado, carne de corça (veado), e queijos de casca lavada como Époisses ou Munster; também combina bem com pratos de cogumelos selvagens que dialogam com as notas de sotobosque do Pinot Noir vinificado em madeira.

Sobre o vinho e o produtor

A Cuvée Le Léon nasce de uma única parcela histórica no lieu-dit "Le Léon", entre Aÿ e Dizy, terra que a família Philipponnat já cultivava em 1522 — o mesmo ano que batiza a cuvée-âncora da casa. Classificada como Grand Cru e plantada exclusivamente com Pinot Noir, essa parcela calcária é considerada a expressão mais precisa e reta do terroir de Aÿ, o mais calcário entre os grand crus de Pinot Noir da Champagne. Le Léon integra, junto com Les Cintres (dentro do Clos des Goisses) e La Rémissonne, uma trilogia de cuvées parcelares que a maison só engarrafa em safras excepcionais, ao estilo dos climats borgonheses: um clima, uma casta, uma safra. A safra 2014 foi uma das raríssimas eleitas para essa cuvée solo, num ano marcado por clima instável em Champagne — outono e inverno chuvosos, primavera quente e seca, verão muito úmido — que exigiu colheita rápida e seleção rigorosa, mas resultou em uvas de sanidade e concentração notáveis.

Corpoencorpado
Graduaçãoaproximadamente 12,5% (estimado por comparação com outras cuvées parcelares da casa na mesma safra)
AmadurecimentoVinificação integral em barris de carvalho, sem fermentação malolática, seguida de no mínimo sete anos de envelhecimento sobre as lías nas caves da casa a 12°C antes do degorgement, que ocorre por volta de 2021-2022; dosagem extra-brut baixa, na faixa de 4,25 a 4,5 g/L
Servir a9-12°C
Guardajá pode ser apreciado, mas tem fôlego para evoluir por 10 a 20 anos após o degorgement, com potencial de guarda até meados da década de 2030 a 2040
ClassificaçãoAOC Champagne Grand Cru (Aÿ)

Vale saber

  • Le Léon é uma das cuvées mais raras do catálogo Philipponnat: a própria casa afirma que essa parcela de pouco mais de 2 hectares só foi engarrafada como vinho solo em pouquíssimas safras, sendo 2014 uma delas — produção extremamente limitada, da ordem de poucos milhares de garrafas.
  • A safra 2014 em Champagne foi tecnicamente desafiadora, com risco de podridão cinzenta por causa do verão chuvoso; a colheita cuidadosa e a seleção rigorosa da uva permitiram preservar frescor e pureza, o que se reflete na tensão e mineralidade do vinho.
  • Diferente do Clos des Goisses (que leva Chardonnay), Le Léon é 100% Pinot Noir vinificado inteiramente em madeira e sem malolática, o que aproxima seu perfil de um Blanc de Noirs denso e vinoso, com acidez viva preservada.
  • A dosagem extra-brut muito baixa foi uma escolha deliberada para não mascarar a mineralidade calcária do terroir de Aÿ, um traço que Charles Philipponnat reforçou desde que assumiu a direção da casa em 1999-2000.
  • Por ser um vinho de estrutura firme e final ainda fechado quando jovem, beneficia-se de um breve repouso na taça (10 a 15 minutos) antes de revelar toda a complexidade de especiarias e frutas negras; decantação em jarra não é necessária, mas uma taça de boca mais larga ajuda a abrir os aromas.

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