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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Casa da Bouça

D.O.C. Vinho Verde Blend 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Casa da Bouça
Safra
2020
Uva
Corte de castas brancas atlânticas da sub-região do Sousa
País
Portugal
Categoria
branco

Uva

Corte de castas brancas atlânticas da sub-região do Sousa

Tipo

branco

Região

Vinhos Verdes

País

Portugal

Como é este vinho

Cor palha muito clara com reflexo esverdeado e taça limpa, sem a espuma nervosa do vinho verde industrial. No nariz vem primeiro a flor branca do loureiro, seguida de limão-galego, maçã verde mordida e uma nota de folha de louro fresca e capim-limão que assina a região. A boca é seca e estreita no bom sentido, de corpo leve e ataque cítrico direto, com acidez cortante que corre pelo centro e uma textura levemente cremosa deixada pelas borras finas. O azal e o arinto dão a espinha vertical e um leve amargor de casca de toranja no meio de boca, enquanto a trajadura arredonda com pera e pêssego branco. Termina curto em volume mas longo em frescor, salgado, com sensação de pedra molhada e vontade imediata da segunda taça.

Com o que combina

Sardinha na brasa com pimentão assado, bolinho de bacalhau, ostras e vieiras cruas com limão, arroz de tamboril, ceviche de robalo com leite de tigre suave, camarão ao alho e óleo e polvo à lagareiro. Funciona muito bem com caldo verde e com queijo de cabra fresco ou requeijão de Serpa; entre as opções de churrasco, corta a gordura da linguiça de porco grelhada com a mesma eficiência de um espumante brut.

Sobre o vinho e o produtor

É o lote de casa da Casa da Bouça, os dez hectares de Margarida Serôdio Borges na margem direita do rio Sousa, em Lousada, feito com as castas que a propriedade já tinha plantadas em vez das que o mercado pede. O rótulo foge deliberadamente do vinho verde comercial: é seco, sem gás carbônico adicionado, sem doçura de correção e sem o frisante que mascara vinho magro. Na safra 2020, ano de inverno chuvoso e verão ameno no Minho, com colheita adiantada, o conjunto ficou vertical e cítrico, mais floral do que tropical, com a acidez natural preservada em vez de construída na adega. A vinificação separada por casta e por parcela, em volumes muito pequenos, explica a definição aromática incomum para a faixa de preço. Quem conhece a mão da produtora no Douro, na Quinta do Fojo, reconhece aqui a mesma recusa a maquiar o vinho.

Corpoleve
GraduaçãoCerca de 11,5% a 12% vol.
AmadurecimentoFermentação em inox a temperatura controlada, casta a casta, sem passagem por madeira e sem malolática, para preservar o desenho ácido; estágio de alguns meses sobre as borras finas antes do lote e do engarrafamento, feito sem adição de gás carbônico, de modo que qualquer perlage é resídua e não construída
Servir a7-10 °C
GuardaQuatro a seis anos a partir da safra; está no ponto agora, com a fruta ainda nítida, e deve sustentar-se até por volta de 2026 ganhando notas de cera, erva-cidreira seca e um toque petrolado discreto vindo do arinto
ClassificaçãoD.O.C. Vinho Verde, sub-região do Sousa (Lousada), margem direita do rio Sousa, Portugal

Vale saber

  • Se o cliente esperar aquele frisante clássico de vinho verde de supermercado, avise antes: aqui não há gás adicionado, e a agulha que eventualmente aparece na primeira taça é resídua da fermentação e desaparece em minutos.
  • Não decante e não gele demais. Abaixo de 6 °C some a flor branca do loureiro e sobra só o ácido; sirva a 8 °C e deixe a taça subir um grau na mão, que o vinho ganha corpo e revela a nota de pêssego branco da trajadura.
  • Use taça de branco de boca média, não flûte. O erro mais comum com este rótulo é tratá-lo como espumante, o que estrangula a parte aromática que é justamente onde ele se diferencia.
  • A referência mental útil é um Muscadet Sèvre-et-Maine sur lie ou um Alvarinho das Rías Baixas de perfil enxuto, e não um vinho verde doce de rótulo azul. É vinho de mesa, não de aperitivo apenas.
  • É garrafa de girar rápido no estoque em relação aos tintos: o pico aromático está nos primeiros anos, e a partir de 2026 o perfil migra para cera e mel, que agrada menos o consumidor que compra vinho verde procurando frescor.

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