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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Drouhin-Laroze

Bonnes-Mares Grand Cru 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Domaine Drouhin-Laroze
Safra
2021
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Nuits — a parcela do domaine fica no lado de Chambolle-Musigny, dentro da apelação Bonnes-Mares Grand Cru

País

França

Como é este vinho

A cor é rubi vivo com reflexos vermelhos-vermilion, mais translúcida do que os Bonnes-Mares de safras mais quentes, refletindo o caráter fresco de 2021. O nariz abre com botão de groselha preta e flores, evoluindo para especiarias, pequenos frutos vermelhos, alcaçuz e um toque de pétala de rosa doce. Na boca é de corpo médio, com acidez viva e taninos finos e sedosos, textura elegante mais do que musculosa, e final longo, com leve nota mineral e especiada. É um Bonnes-Mares mais contido e vertical do que exuberante, típico da assinatura mais fresca e menos extraída que a casa vem buscando nos últimos anos.

Com o que combina

Combina bem com pato assado ao molho de frutas vermelhas, coq au vin tradicional, entrecôte grelhada com manteiga de ervas, risoto de cogumelos porcini e queijos de meia cura como Époisses ou um Comté envelhecido; também harmoniza com magret de canard e cordeiro rosado com alecrim.

Sobre o vinho e o produtor

A Domaine Drouhin-Laroze é uma casa familiar de Gevrey-Chambertin, na Côte de Nuits, com raízes que remontam a 1850 e conduzida hoje pela sexta geração, Philippe e Christine Drouhin com os filhos Caroline e Nicolas. O Bonnes-Mares é um dos grand crus mais celebrados do portfólio, cultivado numa pequena parcela de aproximadamente 1,5 hectare situada do lado de Chambolle-Musigny, em solo raso, argiloso e ferruginoso avermelhado, o que confere ao vinho um perfil mais floral e elegante frente ao lado mais calcário de Morey-Saint-Denis. A safra 2021 na Borgonha foi marcada por geadas de primavera e volume reduzido, resultando em vinhos mais frescos, com acidez mais viva e menor grau alcoólico do que as safras quentes recentes, o que se reflete neste rótulo em um perfil mais esguio e preciso. Esse estilo dialoga com a evolução recente da casa rumo a extrações mais delicadas e uso mais comedido de madeira nova.

Corpomedio
Graduação13%
AmadurecimentoElaborado com uma pequena proporção de cachos inteiros e criado em barricas de carvalho francês (Allier e Nivernais), com cerca de 80% de madeira nova e tosta entre leve e média-alta, buscando equilíbrio entre fruta e tanino de madeira sem dominar o vinho
Servir a16-18 °C
Guardade 2028 a 2040, com pico de prazer entre 8 e 15 anos após a colheita
ClassificaçãoAOC Grand Cru (Bonnes-Mares)

Vale saber

  • 2021 foi uma safra pequena e desafiadora na Borgonha por conta de geadas severas em abril, o que reduziu drasticamente a produção mas favoreceu uvas com acidez mais alta e taninos mais finos, gerando vinhos elegantes e de guarda, ainda que menos potentes que 2018-2020
  • recomenda-se decantar por cerca de 45 a 60 minutos se aberto nos primeiros anos, já que o tanino fino do Bonnes-Mares de safra fresca tende a estar ainda um pouco fechado no nariz
  • dentro da linha de grand crus do domaine, este Bonnes-Mares tende a ser mais floral e acessível do que o Chambertin Clos de Bèze ou o Latricières-Chambertin, que vêm do lado de Gevrey e são mais estruturados e terrosos
  • por sair de uma parcela de apenas 1,5 hectare, a produção deste rótulo é naturalmente escassa mesmo em safras normais, e ainda mais limitada em 2021 por causa da geada
  • o estilo lembra outros Bonnes-Mares elegantes do lado Chambolle, como os de Georges Roumier ou Comte de Vogüé, mais floral e sedoso do que os exemplares mais potentes vindos do lado Morey-Saint-Denis

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