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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Georges Roumier

Bonnes-Mares Grand Cru 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Georges Roumier
Safra
2021
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha (Côte de Nuits) — Chambolle-Musigny / Morey-Saint-Denis

País

França

Como é este vinho

O nariz abre com fruta vermelha viva — cereja, framboesa — entrelaçada a violeta, íris e um traço mineral que lembra pedra calcária esmagada, com notas especiadas que aparecem conforme o vinho aquece no copo. Na boca é um Pinot Noir de corpo médio a encorpado, tanino fino e polido em vez de robusto, acidez fresca e vibrante que dá tensão ao conjunto. É um perfil mais esguio e vertical do que o normalmente esperado da casa em Bonnes-Mares, sem a opulência das safras anteriores, terminando longo, salino e com leve amargor de casca de laranja. A textura é sedosa, elegante, mais próxima da tensão de um Morey-Saint-Denis estruturado do que da potência clássica do cru.

Com o que combina

Combina bem com pato assado ao molho de groselha, lombo de vitela com cogumelos silvestres salteados na manteiga, coq au vin tradicional da Borgonha e queijos de meia cura como Époisses ou um Comté de 18 meses. Também funciona com risoto de cogumelos porcini finalizado com trufa negra, ou com um filé de salmão selvagem grelhado, dada a acidez e o tanino fino que não brigam com pratos mais delicados.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Georges Roumier é uma das referências absolutas da Côte de Nuits, fundado em 1924 em Chambolle-Musigny e conduzido hoje por Christophe Roumier, que assumiu o comando em 1990 ao lado da irmã Delphine. O domínio possui pouco mais de um hectare em Bonnes-Mares, dividido entre duas seções de solo distintas dentro do grand cru, e essa fragmentação é parte do que torna o rótulo tão estudado por especialistas em terroir borgonhês. A vinificação de baixa intervenção, com leveduras indígenas e uso comedido de madeira nova, busca deixar transparecer o caráter do lugar em vez de impor uma marca de enólogo. A safra 2021 foi marcada por geada de abril, verão fresco e úmido e rendimentos muito baixos em toda a Borgonha, resultando em vinhos mais esguios, tensos e de menor concentração alcoólica do que os anos quentes recentes, mas com frescor e precisão aromática notáveis.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (aprox.)
AmadurecimentoCerca de 16 meses em barricas de carvalho francês, com proporção moderada de madeira nova (próxima de 30%). As duas parcelas do domínio em Bonnes-Mares — Terres Blanches, de solo calcário-margoso rico em fósseis de conchas, e Terres Rouges, de argila-calcário mais profunda — são vinificadas e envelhecidas separadamente antes da assemblagem final. O vinho é engarrafado sem colagem e sem filtragem, prática habitual da casa.
Servir a16-17 °C
GuardaDe 6 a 18 anos após a colheita (aprox. 2027 a 2039); a safra 2021 tende a evoluir num arco mais curto do que Bonnes-Mares de anos mais quentes e concentrados, como 2019 e 2020.
ClassificaçãoAOC Bonnes-Mares Grand Cru

Vale saber

  • 2021 foi uma das safras mais desafiadoras da Borgonha na última década: geada severa em abril reduziu drasticamente a produção e o verão fresco e chuvoso trouxe pressão de doenças, favorecendo vinhos mais leves, ácidos e menos alcoólicos do que 2019 e 2020.
  • A cuvée reúne cerca de três quartos de cachos inteiros na fermentação nesta safra, proporção alta para o domínio, o que contribui para as notas especiadas e a estrutura tânica fina característica do ano.
  • Diferente das safras mais opulentas, especialistas descreveram o 2021 como mais contido e tenso, com final crocante que lembrou a alguns críticos o estilo de um Clos des Lambrays, sugerindo guarda mais curta do que outros anos de Bonnes-Mares da casa.
  • A produção é extremamente restrita: o domínio detém pouco mais de um hectare do grand cru, divididos em pequenas parcelas históricas, o que resulta em poucas dúzias de barricas por safra e alocação praticamente inacessível no mercado regular.
  • Não é necessário decantar por longas horas; um arejamento breve de 20 a 30 minutos em copo largo já revela a complexidade floral e mineral do vinho sem dissipar o frescor que é a marca desta safra específica.

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