Domaine Matrot (Thierry & Pascale Matrot)
Bourgogne Pinot Noir 2021
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- Produtor
- Domaine Matrot (Thierry & Pascale Matrot)
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% Pinot Noir
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
100% Pinot Noir
Tipo
tinto
Região
Borgonha, Côte de Beaune (uvas de parcelas em Meursault e Puligny-Montrachet)
País
França
Como é este vinho
Cor rubi vivo e translúcida, típica de Pinot Noir de estilo comedido. No nariz aparecem cereja, framboesa e cranberry frescos, com toques de violeta, especiarias suaves e um fundo terroso mineral herdado dos solos calcários de Meursault e Puligny. Na boca é leve a médio corpo, com acidez viva que dá tensão, taninos finos e discretos, e uma textura suculenta que lembra fruta silvestre madura. O final é limpo, ligeiramente salino e persistente, sem excesso de madeira ou concentração, reforçando o caráter clássico e pouco cosmético da casa.
Com o que combina
Combina bem com frango assado com ervas de Provence, coelho ao mostarda, patê de campagne com pão rústico, salmão grelhado com molho de manteiga, queijo brie ou camembert cremoso, e pratos de charcutaria fina como presunto cru e rillettes.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Matrot é um domínio familiar de Meursault com raízes que remontam a 1835, hoje conduzido pela sexta geração, as irmãs Adèle e Elsa Matrot, que sucederam aos pais Thierry e Pascale na vinha, na vinificação e na comercialização. A casa é mais conhecida por seus brancos de Chardonnay tensos e minerais, mas também produz este Bourgogne Pinot Noir a partir de parcelas situadas nas encostas mais baixas de Meursault e Puligny-Montrachet, sobre solos calcário-argilosos que moderam o vigor da videira e trazem pureza de fruta vermelha. A vinificação segue o estilo discreto do domínio: desengace completo, fermentação com leveduras nativas, maceração a frio inicial e fermentação alongada, sem busca por extração ou madeira nova evidente. A safra 2021 na Borgonha foi marcada por geadas de abril e volumes reduzidos, o que tende a gerar vinhos mais frescos, com acidez mais viva e taninos mais delicados do que em safras quentes recentes, um perfil que combina bem com a filosofia clássica da família Matrot.
Vale saber
- A safra 2021 na Borgonha foi uma das mais desafiadoras da década recente por causa de geada severa em abril, o que reduziu drasticamente o volume produzido e resultou em vinhos com acidez mais alta e graduação alcoólica mais moderada que 2018-2020.
- O próprio domínio recomenda arejar o vinho no copo, e não necessariamente decantar por longo tempo, já que o objetivo é preservar o caráter fino e delicado do Pinot Noir, sem forçar uma abertura agressiva.
- É a porta de entrada tinta de um domínio historicamente mais associado a brancos de Meursault e Puligny-Montrachet, funcionando como um 'cartão de visita' acessível do estilo da casa antes de subir para rótulos de vila ou premier cru.
- O perfil sensorial se aproxima de Bourgogne tintos regionais de produtores focados em brancos da Côte de Beaune, geralmente mais leves, frutados e menos taninicos do que Pinots Noirs da Côte de Nuits.
- Por ser um vinho regional (AOC Bourgogne) e não um vinho de guarda longa, o melhor momento de consumo é dentro dos primeiros 5 a 8 anos após a colheita, quando a fruta fresca ainda domina.
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