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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Pierre Boisson

Domaine Pierre Boisson Bourgogne Blanc 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Pierre Boisson
Safra
2022
Uva
100% Chardonnay
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay

Tipo

branco

Região

Borgonha (Côte de Beaune, Meursault e arredores)

País

França

Como é este vinho

Na taça mostra um amarelo-palha com reflexos dourados, límpido e com boa viscosidade. O nariz abre com frutas brancas e de caroço maduras, pêssego e damasco, entremeadas por notas cítricas de limão-siciliano e toranja, e ganha complexidade com o arejamento, revelando avelã levemente tostada e um fundo mineral típico de Meursault. Na boca é generoso e redondo, com acidez viva que sustenta o corpo médio sem deixá-lo pesado, textura sedosa dada pelo trabalho prolongado sobre borras e final longo, salino e persistente. A safra 2022, mais solar e madura na Borgonha, empresta um frutado mais expansivo, mas o estilo da casa — reduzido, tenso e preciso — mantém o vinho longe de qualquer excesso de gordura ou doçura.

Com o que combina

Vai muito bem com frutos do mar grelhados como camarões e vieiras na manteiga, peixes de carne firme como robalo ou linguado ao forno com ervas, aves de carne branca como frango assado com limão ou vitela em molho cremoso, e também com queijos macios de casca lavada, como um Époisses jovem, ou um comté de doze meses que dialoga com as notas de avelã do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Pierre Boisson nasceu do desmembramento do histórico Domaine Boisson-Vadot, de Bernard Boisson e sua mulher, família de vignerons em Meursault há mais de dois séculos. Pierre assumiu a vinificação da parte da família que leva seu nome em 2004, cultivando cerca de 3,5 hectares que incluem parcelas de vinhas velhas em lieux-dits de Meursault como Les Perchots, Sous la Velle, Les Criots, Les Chevalières e Grands Charrons, além de parcelas em Auxey-Duresses, Monthelie, Pommard, Hautes-Côtes de Beaune, Rully e no Mâconnais. Este Bourgogne Blanc é o rótulo de entrada da casa, mas nasce de uvas colhidas em torno da própria Meursault, o que explica uma textura e uma tensão mineral que lembram, em escala mais modesta, os vinhos de vilarejo da comuna. A condução da vinha é tradicional, sem adubo químico, e a adega segue o mesmo rigor aplicado aos crus mais nobres da propriedade, com fermentação espontânea e élevage longo em carvalho pouco novo.

Corpomedio
Graduação13%
AmadurecimentoFermentação com leveduras indígenas em barricas de carvalho francês, élevage de aproximadamente 19 a 22 meses sobre borras finas, com pequena proporção de madeira nova (bem inferior aos 25-30% usados nas cuvées de topo), engarrafado na propriedade sem filtragem
Servir a11-13 °C
GuardaPode ser bebido já a partir do lançamento e acompanha bem até 5 a 8 anos após a safra, com potencial de guarda um pouco maior em garrafas bem armazenadas
ClassificaçãoAOC Bourgogne

Vale saber

  • Apesar de ser o rótulo básico da casa, este Bourgogne Blanc nasce majoritariamente de vinhas plantadas em Meursault, motivo pelo qual costuma ser comparado a um vinho de vilarejo em textura e mineralidade, entregando muito mais complexidade do que a maioria dos Bourgogne Blancs genéricos da região.
  • A safra 2022 foi marcada por calor e maturação generosa na Borgonha; no caso deste produtor, o élevage prolongado sobre borras finas ajudou a preservar a acidez e evitar que o vinho ficasse pesado ou frutado demais, mantendo o perfil de tensão que caracteriza a casa.
  • Não é necessário decantar, mas vale abrir a garrafa com 20 a 30 minutos de antecedência para que os aromas de fruta branca e avelã tostada se expressem por completo.
  • Quem gosta deste vinho tende a apreciar também os Bourgogne Blancs de produtores focados em Meursault com estilo reduzido e salino, como os de Roulot ou Coche-Dury em versões mais acessíveis, guardadas as devidas proporções de preço e escala.
  • A partir de 2018 a família passou a engarrafar separadamente algumas parcelas que antes eram misturadas neste Bourgogne Blanc, como Les Belles Côtes e Murgey de Limozin, então esta cuvée de entrada tende a ser hoje um blend mais enxuto e focado no entorno imediato de Meursault.

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