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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Pierre Boisson

Domaine Pierre Boisson Bourgogne Blanc Les Belles Côtes 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Pierre Boisson
Safra
2021
Uva
100% Chardonnay
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay

Tipo

branco

Região

Borgonha (Côte de Beaune, arredores de Meursault)

País

França

Como é este vinho

Cor amarelo-palha com reflexos dourados, límpida e brilhante. No nariz aparecem pera madura, casca de limão, flor branca e uma nota mineral de pedra britada, com um toque discreto de avelã torrada que surge com a aeração. Na boca é vibrante e tenso, puxado pela acidez viva típica da safra 2021, com textura levemente untuosa mas nunca pesada, meio-corpo e final salino e persistente que remete diretamente ao calcário dos arredores de Meursault. É um branco de tensão e precisão, mais magro e nervoso do que as safras mais solares da casa, mas com boa concentração de fruta apesar do baixíssimo rendimento do ano.

Com o que combina

Combina muito bem com lagosta poché ao molho beurre blanc, vieiras seladas na manteiga, risoto de trufas negras, linguado grelhado com molho de azedinha ou filé de robalo com espuma de champagne. Entre os queijos, harmoniza com Comté envelhecido ou Reblochon bem curado, e também funciona com pratos leves de aves ao molho cremoso, como frango ao vinho branco com cogumelos.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Pierre Boisson é conduzido por Pierre, filho de Bernard Boisson (do histórico Domaine Boisson-Vadot), que assumiu a vinificação da parte da família a partir de 2004 e hoje cultiva cerca de 3,5 hectares em Meursault e arredores, seguindo uma linha tradicional, com vinhas velhas, baixo uso de sulfitos e engarrafamento sem filtragem. A cuvée Les Belles Côtes nasce de um lieu-dit situado praticamente na fronteira de Meursault, em solo raso e calcário que confere ao vinho tensão mineral e estrutura, mesmo estando classificado apenas como Bourgogne regional. Até a safra de 2019 essas uvas eram incorporadas ao Bourgogne Blanc genérico do produtor; a partir de 2020 Pierre passou a engarrafar Les Belles Côtes separadamente, por acreditar que o terroir merecia individualidade. A safra 2021 chega ao mercado marcada pelo drama climático do ano na Borgonha, com geadas de abril e granizo que reduziram drasticamente os volumes, produzindo vinhos mais esguios, ácidos e com grande potencial de guarda.

Corpomedio
Graduação13% a 13,5% (estimado, dado típico para Bourgogne Blanc de Chardonnay da região; não confirmado especificamente para esta safra)
AmadurecimentoFermentação alcoólica e provavelmente também a malolática conduzidas em barricas de carvalho francês, com proporção baixa de madeira nova (em torno de 10% a 20%, já que Pierre Boisson reserva o percentual mais alto, de até 30%, para as cuvées de topo). O vinho passa por élevage prolongado sobre borras finas, por cerca de 18 a 20 meses, com poucas batonages, e é engarrafado sem filtragem, seguindo o protocolo tradicional da casa.
Servir a12-14 °C
Guardade 2024 a 2031, aproximadamente 3 a 10 anos após a safra, com o auge de expressão entre o quarto e o sétimo ano
ClassificaçãoAOC Bourgogne

Vale saber

  • Les Belles Côtes só existe como rótulo individual a partir da safra 2020; antes disso a parcela era diluída no Bourgogne Blanc genérico da casa, então 2021 está entre as primeiras edições solo desta cuvée.
  • 2021 foi uma das safras mais desafiadoras da década na Borgonha, com geada severa em abril e granizo reduzindo o rendimento a uma fração do normal; isso costuma gerar vinhos brancos mais magros e ácidos, porém com grande capacidade de guarda e tipicidade, ao contrário de safras quentes como 2018 ou 2020.
  • O estilo reduttivo, cítrico e mineral da casa é frequentemente comparado ao de Coche-Dury, vizinho e referência de Pierre Boisson em Meursault, o que ajuda a situar a linguagem sensorial deste vinho para quem conhece a região.
  • Não é necessário decantar, mas para quem abrir o vinho jovem vale deixar respirar por 20 a 30 minutos em jarra para que as notas florais e de fruta branca se abram por completo.
  • Apesar da classificação simples de Bourgogne regional, a proximidade das vinhas com Meursault e o trabalho de vinha velha em solo calcário fazem este rótulo se comportar quase como um 'pequeno Meursault', entregando complexidade acima do que a categoria sugere.

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