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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Tercet (Marc Soyard)

Domaine Tercet Bourgorgne Blanc Hautes-Côtes de Beaune 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Tercet (Marc Soyard)
Safra
2022
Uva
100% Chardonnay
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay

Tipo

branco

Região

Borgonha – Hautes-Côtes de Beaune, comuna de Échevronne, próximo a Pernand-Vergelesses, na divisa com as Hautes-Côtes de Nuits

País

França

Como é este vinho

Na taça mostra cor amarelo-palha clara com reflexos esverdeados, condizente com a baixa intervenção e a ausência de filtração. O nariz é delicado, com notas de limão siciliano, flor branca, giz molhado e um leve toque de fermento, sem marcas evidentes de madeira nova. Na boca é leve a médio corpo, com acidez vibrante e textura sedosa, resultado da fermentação espontânea e do longo contato com as leveduras. O final é seco, salino e persistente, lembrando pedra molhada, com um travo cítrico que convida ao próximo gole. É um chardonnay de perfil mais tenso e cristalino do que amanteigado, typical do estilo Soyard.

Com o que combina

Vai muito bem com queijo de cabra levemente curado, como um crottin de Chavignol, robalo grelhado com ervas finas, tempura de legumes com molho ponzu, frango assado com limão e alecrim, e saladas verdes crocantes com vinagrete cítrico. Também funciona como aperitivo puro, acompanhado de amêndoas torradas ou azeitonas verdes.

Sobre o vinho e o produtor

A Tercet é o rótulo de négoce criado por Marc Soyard em parceria com Florent Lambert e um terceiro sócio com boa rede de contatos na região, unindo uvas de parcelas orgânicas cultivadas por parceiros de confiança à vinificação artesanal feita por Soyard na adega do Domaine de la Cras, em Plombières-lès-Dijon. Este Hautes-Côtes de Beaune Blanc nasce de uvas cultivadas organicamente em Échevronne, num ponto de altitude elevada que fica quase na fronteira entre as Hautes-Côtes de Nuits e as Hautes-Côtes de Beaune, buscando frescor e acidez mais vivos do que os encontrados em parcelas mais baixas da Côte d'Or. As uvas são colhidas à mão, prensadas diretamente no local sem adição de enxofre e o mosto é então transportado até a adega de Soyard, onde fermenta espontaneamente com leveduras indígenas. A safra 2022 foi marcada por um verão quente e uma colheita adiantada na Borgonha, o que costuma gerar uvas mais maduras; a origem em altitude deste vinho ajuda a preservar a tensão e a acidez que caracterizam o estilo da casa. É um vinho de produção pequena, típico da filosofia minimalista de Soyard: sem colagem, sem filtração e com uso mínimo de enxofre.

Corpoleve a médio, fresco e mineral
Graduação12,5%
Amadurecimentocerca de 12 meses em barricas de carvalho majoritariamente usadas (aproximadamente 90% neutras e 10% novas), sem colagem nem filtração e com adição mínima de enxofre
Servir a10 a 12 °C
Guardade 2024 a 2029, podendo surpreender com mais alguns anos de guarda graças à acidez viva típica da altitude do terroir
ClassificaçãoAOC Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune

Vale saber

  • As uvas são prensadas no próprio vinhedo em Échevronne, sem qualquer adição de enxofre, e só depois o mosto viaja até a adega de Soyard em Plombières-lès-Dijon para fermentar — uma logística pouco comum que exige cuidado extra para preservar a frescura do suco durante o transporte.
  • 2022 foi uma safra quente e generosa na Borgonha, com colheita antecipada; a altitude do terroir de Échevronne ajudou a equilibrar essa maturação, resultando num branco mais fresco do que se esperaria de um ano tão solar.
  • Por ser engarrafado sem colagem nem filtração e com pouquíssimo enxofre, pode apresentar leve turbidez ou depósito natural; vale servir bem fresco e dar uma leve agitação na taça para abrir os aromas antes de beber.
  • O estilo lembra mais um Chablis de altitude do que um Meursault untuoso — é um chardonnay tenso, salino e mineral, ótimo para quem quer conhecer a Borgonha de pequenos produtores sem pagar preço de Premier Cru.
  • A proporção de madeira nova é baixíssima (cerca de 10%), então o carvalho serve apenas de recipiente neutro para a criação; o caráter do vinho vem do terroir de altitude e do longo contato com as borras finas, não da madeira.

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