Domaine Henri Rebourseau
Gevrey-Chambertin 2002
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- Produtor
- Domaine Henri Rebourseau
- Safra
- 2002
- Uva
- 100% Pinot Noir
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
100% Pinot Noir
Tipo
tinto
Região
Borgonha, Côte de Nuits, Gevrey-Chambertin (AOC Village)
País
França
Como é este vinho
Na taça mostra cor rubi com reflexos violáceos que, aos 24 anos, já tendem para tons de granada e tijolo nas bordas. O nariz traz cereja madura, geleia de frutas negras, um toque de especiarias e, com a idade, notas terciárias de couro leve e sotobosque. Em boca é um vinho de corpo médio, taninos finos e já bem integrados, acidez viva que sustenta o conjunto e final longo, com leve doçura de fruta compotada. É um Pinot Noir de perfil elegante e não de força bruta, coerente com o estilo clássico e estruturado que caracteriza a Côte de Nuits.
Com o que combina
Magret de canard ao molho de cerejas negras, lombo de porco assado com mostarda antiga e ameixas, coq au vin, risoto de cogumelos silvestres (funghi porcini ou shiitake), e queijos como Époisses ou um Comté envelhecido de 18 meses combinam bem com a acidez e os taninos finos do vinho.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Henri Rebourseau é um domínio histórico com sede na Place du Monument, em Gevrey-Chambertin, formalizado em 1919 pelo general Henri Rebourseau e conduzido hoje pela sétima geração da família de Surrel. A propriedade é referência na Côte de Nuits pela extensão de grands crus que possui — Chambertin, Chambertin-Clos de Bèze, Charmes-Chambertin, Mazis-Chambertin e um raro monopólio no Clos de Vougeot — mas este rótulo é o vinho de entrada da casa, o Gevrey-Chambertin village, feito a partir de parcelas próprias no coração da apelação. A safra 2002 é lembrada na Borgonha como um dos grandes anos do início dos anos 2000, com verão relativamente equilibrado que produziu vinhos ao mesmo tempo maduros e com boa acidez, capazes de envelhecer com dignidade. Na época desta colheita a viticultura orgânica e biodinâmica ainda não havia sido adotada pelo domínio (viriam a partir de 2006 e 2008), então este é um exemplar de um Rebourseau feito sob condução mais convencional, mas já com a marca de baixos rendimentos e foco no terroir que sempre caracterizou a casa.
Vale saber
- 2002 é considerado por críticos como uma das melhores safras da Borgonha na virada do século, com equilíbrio raro entre maturação e frescor — por isso o vinho ainda se sustenta bem depois de mais de duas décadas.
- Por ser o village da casa, este vinho tem perfil mais frutado e acessível do que os grands crus da mesma propriedade (Chambertin, Mazis-Chambertin, Clos de Vougeot), que são mais potentes e minerais.
- Dada a idade, vale decantar por 30 a 60 minutos antes de servir, tanto para separar eventual sedimento quanto para abrir os aromas terciários que já devem estar presentes.
- Como esta garrafa já passou dos vinte anos, é recomendável consumi-la nos próximos anos em vez de guardá-la por mais tempo, já que Pinot Noir de nível village raramente ganha complexidade adicional além dessa janela.
- Antes de 2018 (quando a família Bouygues, dona do Château Montrose, entrou como sócia), o domínio operava em escala familiar mais tradicional, então esta é uma garrafa representativa da fase pré-investimento da casa.
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