Domaine Maxime Cottenceau
Givry Champ Pourot 2021
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- Produtor
- Domaine Maxime Cottenceau
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Chardonnay
Tipo
branco
Região
Borgonha, Côte Chalonnaise, Givry (Buxy)
País
França
Como é este vinho
O nariz traz flores brancas e amarelas, lima e limão-siciliano, com notas de lemon curd que se misturam a frutas de pomar maduras como pera e maçã, além de um toque de amêndoas que denuncia a passagem discreta pela madeira. Na boca é médio-corpo, fresco e bem equilibrado, com uma textura cremosa que contrasta com uma acidez viva e mineral, típica dos solos argilo-calcários do Champ Pourot. O final é persistente, salino, com retorno floral e cítrico que convida ao próximo gole. Não há taninos, como esperado de um branco, mas a estrutura dada pela madeira e pela longa criação confere um corpo mais denso do que a média dos Givry brancos.
Com o que combina
Funciona muito bem como aperitivo, mas ganha ainda mais quando acompanha peixes de rio como truta grelhada com amêndoas ou salmão com manteiga de limão. Combina também com queijos de casca lavada ou mofo branco, como um camembert artesanal ou um brie de Meaux, e vai bem com um risoto de aspargos ou um vol-au-vent de frango com molho cremoso.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Maxime Cottenceau é uma pequena propriedade da Côte Chalonnaise sediada em Buxy, fundada em 2018 por Maxime Cottenceau, que rompeu com a tradição familiar de vender uvas para a cooperativa e passou a engarrafar sob o próprio nome depois de três anos ao lado de Vincent Dureuil, em Rully. O Champ Pourot é um dos lugares-ditos que compõem o Givry do domaine, um talhão voltado para o sul, em um platô praticamente plano, com solos ricos em argila e alguma presença de calcário, plantado com videiras de cerca de 20 anos. A safra 2021, marcada por geadas severas e volumes reduzidos em toda a Borgonha, resultou aqui em um vinho de produção extremamente limitada, com menos de mil garrafas engarrafadas, mas de acidez vibrante e frescor marcante. É um rótulo que reflete tanto a mão de Maxime, formada por Dureuil-Janthial, quanto a personalidade mais generosa e potente que Givry costuma imprimir aos brancos da região, se comparado a Rully ou Montagny.
Vale saber
- A produção é minúscula: menos de mil garrafas (algo como 75 caixas) chegaram ao mercado, o que torna este um rótulo de caça para colecionadores de Côte Chalonnaise.
- 2021 foi um ano de geada severa na Borgonha, com perdas expressivas de volume; o lado positivo é que os vinhos sobreviventes, como este, tendem a ter acidez mais alta e um perfil mais fresco e elegante do que safras quentes.
- Estilisticamente, importadores que trabalham com o produtor descrevem os vinhos de Cottenceau como um eco dos brancos de Dureuil-Janthial (seu mentor em Rully), porém com mais potência e opulência, atribuída à influência do terroir de Givry.
- A criação é propositalmente longa (14 meses em barrica seguidos de 6 meses em tanque), um traço de identidade da casa que busca vinhos de guarda mesmo em rótulos de entrada como este Givry village.
- Não é necessário decantar por muito tempo dado o perfil fresco da safra 2021, mas abrir a garrafa 20-30 minutos antes de servir ajuda a soltar os aromas florais e cítricos mais sutis.
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