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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Casanova di Neri

IbBianco Toscana IGT 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Casanova di Neri
Safra
2023
Uva
Vermentino (90%) e Grechetto (10%)
País
Itália
Categoria
branco

Uva

Vermentino (90%) e Grechetto (10%)

Tipo

branco

Região

Toscana

País

Itália

Como é este vinho

O nariz abre em pera-d-água e pêssego branco, com casca de limão siciliano, flor de sabugueiro e um fundo mineral seco que lembra pedra molhada. Na boca o ataque é leve e direto, sem gordura, com a acidez cítrica atravessando do começo ao fim e sustentando um corpo entre leve e médio. O Grechetto aparece no meio de boca, dando um pouco de carne à textura e deixando o amargor nobre de amêndoa que fecha o gole. O final é seco e salino, de comprimento médio, com retorno de casca de cítrico e erva fresca. Não há nenhum traço de baunilha, tosta ou doçura: o vinho é todo aço, fruta e acidez.

Com o que combina

Fritto misto de peixinhos e lulas, spaghetti alle vongole, baccalà alla livornese, crostini de ricota de ovelha com raspas de limão, alcachofras à romana, panzanella de tomate maduro e pecorino toscano fresco de poucos meses.

Sobre o vinho e o produtor

Montalcino é território de sangiovese tinto e a denominação sequer prevê branco, então quando Casanova di Neri decidiu fazer um, em 2011, o vinho precisou sair como Toscana IGT. Ele nasce no podere Spereta, uma das várias unidades de solo e altitude que a família reuniu ao longo de cinco décadas dentro da denominação, e é o único rótulo da casa que não depende de fruta tinta. A receita é deliberadamente simples: noventa por cento de Vermentino com dez por cento de Grechetto, dupla seleção manual e óptica e doze dias de fermentação espontânea em aço, sem levedura selecionada e sem madeira. O ciclo de 2023 na Toscana teve primavera úmida e trabalhosa e verão quente, com setembro mais fresco que preservou a colheita dos brancos, e o resultado aqui é um vinho contido em 12% de álcool e com acidez viva. É a face leve e cítrica de uma casa conhecida justamente pelo oposto, por tintos de fruta madura e corpo cheio.

Corpoleve
Graduação12% vol.
AmadurecimentoColheita manual em setembro, com seleção dos cachos ainda na vinha e, depois do desengace, uma segunda seleção por classificador óptico bago a bago, o mesmo rigor aplicado aos Brunelli da casa; fermentação espontânea, sem adição de leveduras selecionadas, em cubas de aço inox a temperatura controlada por doze dias, com afinamento e engarrafamento também em aço, sem passagem por madeira em nenhuma etapa
Servir a7-10 °C
GuardaBranco para beber jovem: está no ponto agora e sustenta bem até 2027, quando o Vermentino tende a trocar o cítrico vivo por um registro mais de casca e amêndoa. Não é vinho de guarda longa e não ganha nada com espera adicional.
ClassificaçãoToscana IGT, branco seco produzido em Montalcino a partir do podere Spereta; como a denominação local não prevê vinho branco, o rótulo sai sob a indicação geográfica regional, e a casa engarrafa branco desde a safra 2011

Vale saber

  • O Grechetto entra com apenas dez por cento mas é ele quem dá o fundo de amêndoa amarga e o pouco de corpo no meio de boca; o Vermentino responde pelo cítrico e pelo salgado do final.
  • Fermentação espontânea sem levedura selecionada em vinho branco costuma deixar um traço de casca de fruta e levedura no primeiro copo. Sirva a 7-10 °C e dê dez minutos na taça, que a parte cítrica se abre e o nariz limpa.
  • Se a referência for Vermentino, este fica entre o de Bolgheri e o da Gallura sarda: menos herbáceo que o sardo, menos marítimo que o do litoral, e com mais aperto seco no final por conta da altitude de Montalcino.
  • Doze por cento de álcool é baixo para um branco toscano de safra quente e não é acidente: a colheita é feita para preservar acidez, não para acumular açúcar.
  • Não decante e não sirva gelado demais. Abaixo de 6 °C o Grechetto some e sobra só acidez; o ponto útil é a faixa dos 8 °C.

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