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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Champagne Clandestin

Les Grandes Lignes Blanc de Blancs Brut Nature 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Champagne Clandestin
Safra
2020
Uva
Chardonnay
País
França
Categoria
espumante

Uva

Chardonnay

Tipo

espumante

Região

Champagne

País

França

Como é este vinho

O nariz chega direto e afiado, com casca de maçã verde, limão-siciliano, pera crua e uma nota clara de giz molhado e pedra raspada que vem do kimeridgiano. A madeira usada não aparece como baunilha, e sim como um fundo de amêndoa, brioche cru e avelã tostada que dá largura ao aroma. Na boca a perlage é fina e apertada, com textura quase cremosa herdada do estágio sobre as borras, mas a espinha é reta e a acidez cítrica atravessa o centro de boca sem arredondamento. Por não levar dosagem, o final é seco, salgado e um pouco severo nas primeiras taças, com amargor nobre de casca de cidra e persistência longa. É um champagne mais vinoso do que festivo, de estrutura vertical e boca esguia.

Com o que combina

Ostras cruas com limão, vieiras seladas na manteiga com purê de couve-flor, ceviche de robalo com leite de tigre suave, tempurá de camarão, tartar de atum com abacate e um risoto de limão-siciliano com raspas. Vai muito bem também com frango assado simples, com pele bem dourada, e com um Comté de vinte e quatro meses ou um Gruyère de alpage.

Sobre o vinho e o produtor

Este é um dos dois Chardonnays da Clandestin, o projeto de micro-negociante que Benoît Doussot montou em Landreville depois de se formar em Beaune e passar por Meursault, e a herança borgonhesa está toda aqui: parcela vinificada separada, madeira usada como recipiente e não como tempero, e leitura de solo antes de leitura de assemblage. Le Grandes Lignes nasce em terreno de calcário kimeridgiano da Côte des Bar, o mesmo veio que atravessa Chablis logo ao sul, e é justamente essa continuidade geológica que explica por que o vinho lembra tanto um Chablis com bolha quanto um champagne clássico. A safra 2020 na Champagne teve uma das colheitas mais precoces já registradas, iniciada ainda em agosto, com uvas sadias e maturação generosa, e o resultado neste rótulo é um vinho de fruta mais madura e boca mais larga do que o normal na casa, sem perder o corte ácido. Sem nenhum grama de dosagem, tudo o que sustenta o vinho é a própria matéria-prima, o que torna este engarrafamento um retrato bastante honesto do que a vila entregou naquele ano.

Corpoespumante
Graduação12,5% vol.
AmadurecimentoVinificação parcela a parcela na adega de gravidade de Landreville, com fermentação por leveduras indígenas em madeira usada de pequeno e médio volume, sem busca de sabor de carvalho, seguida de repouso sobre as borras finas antes do tiragem; a segunda fermentação e o estágio em garrafa passam de dois anos sobre as leveduras, e o dégorgement é feito sem qualquer licor de expedição
Servir a7-10 °C
GuardaOito a doze anos a partir da safra; está pronto agora, mas o miolo cremoso só se forma de verdade a partir do quarto ou quinto ano de garrafa, e a ausência de açúcar faz o vinho envelhecer em direção a notas tostadas secas, nunca a caramelo
ClassificaçãoChampagne AOC — Blanc de Blancs Brut Nature, sem dosagem, de safra única, engarrafado por micro-negociante

Vale saber

  • Não sirva gelado demais. Abaixo de 7 °C a textura de borras some e sobra apenas a acidez seca; entre 9 e 10 °C, em taça de vinho branco e não em flûte, o vinho ganha meia dimensão de aroma.
  • Vale abrir vinte a trinta minutos antes ou servir a primeira taça e esperar. Champagnes de baixa dosagem e criação em madeira costumam mostrar uma redução discreta, de fósforo, que se dissipa com ar.
  • A referência mental mais útil é um Chablis premier cru com bolha, não um champagne de maison. É o mesmo calcário kimeridgiano, e o vinho pede comida na mesa, não brinde de recepção.
  • A 2020 foi vindima precoce e solar na Champagne, com uvas maduras e sadias colhidas ainda em agosto; num brut nature isso é vantagem, porque a maturidade compensa a total ausência de açúcar de expedição e o vinho não fica magro.
  • A casa publica pouquíssima ficha técnica e não mantém site próprio, então datas de dégorgement e tempo exato sobre as leveduras variam de lote para lote. Confira o contra-rótulo da garrafa em estoque antes de afirmar número ao cliente.

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