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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Henri Rebourseau

Mazy-Chambertin Grand Cru 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Henri Rebourseau
Safra
2021
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Nuits, Gevrey-Chambertin

País

França

Como é este vinho

Na taça, o vinho mostra um vermelho-cereja profundo com reflexos violáceos. O nariz revela framboesa, cereja escura, especiarias e um toque de fumaça de vinha, típico do climat Mazis. Em boca é elegante e vibrante, com acidez viva característica da safra 2021, taninos finos porém presentes que dão estrutura sem pesar, e um final longo e mineral. É um vinho que une delicadeza floral a uma espinha dorsal firme, reflexo de um ano mais fresco e de maturação lenta.

Com o que combina

Combina bem com pato assado ao molho de groselha, coq au vin, entrecôte grelhada ao ponto, risoto de cogumelos porcini e queijos como Époisses ou um Comté envelhecido; também harmoniza com pratos de caça leve, como lombo de cervo com redução de vinho tinto.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Henri Rebourseau é uma propriedade histórica de Gevrey-Chambertin, formalizada em 1919 pelo general Henri Rebourseau sobre uma tradição familiar que remonta ao fim do século XVIII, hoje conduzida com investimento da família Bouygues, acionista majoritária desde 2018. O Mazis-Chambertin é o Grand Cru mais setentrional de Gevrey, situado ao norte do Chambertin-Clos de Bèze, com exposição leste e solos margo-calcários de origem jurássica entre 240 e 280 metros de altitude, que favorecem uma maturação lenta e gradual do Pinot Noir. A safra 2021 foi marcada por geada severa na primavera, reduzindo a produção, seguida de junho e julho chuvosos e um verão instável, resultando em vinhos mais frescos, vibrantes e de grande complexidade aromática, com menos peso alcoólico do que em anos mais quentes. O rótulo reflete o estilo clássico da casa: elegância floral e picante sobre uma estrutura tânica refinada, hoje conduzido sob viticultura orgânica desde 2006 e biodinâmica desde 2008, com rendimentos baixos que reforçam a concentração do fruto.

Corpoencorpado
Graduação13,5%
AmadurecimentoVinificação parcela a parcela com leveduras indígenas em tanques de inox com temperatura controlada, remontagens manuais (pigeage) e maceração total de 22 a 25 dias conforme a parcela. Após a primeira sangria, o vinho é transferido para barricas de carvalho francês, onde ocorre a fermentação malolática, seguida de cerca de 18 meses de criação em madeira e um período adicional de afinamento em adega antes do engarrafamento, conforme a filosofia de guarda prolongada da casa.
Servir a16 a 18°C
Guardade 2029 a 2045, aproximadamente, dado o perfil de Grand Cru estruturado para longa guarda
ClassificaçãoAOC Mazis-Chambertin Grand Cru

Vale saber

  • A safra 2021 sofreu forte geada de primavera em toda a Borgonha, reduzindo drasticamente o volume produzido, o que tende a concentrar ainda mais um vinho já naturalmente estruturado como o Mazis-Chambertin da casa.
  • O estilo descrito pela própria propriedade para este climat — vermelho-cereja, notas de framboesa e especiaria, estrutura tânica elegante e final longo — aparece em 2021 numa chave mais fresca e vibrante do que em safras mais quentes como 2018 ou 2019.
  • A filosofia de guarda prolongada do domaine faz com que o vinho passe não só pelos 18 meses de barrica, mas também por anos adicionais de repouso em adega antes de ser liberado, então o que chega ao mercado já não é um vinho recém-engarrafado.
  • Recomenda-se decantar por cerca de uma hora se aberto jovem, para que a fruta e as notas florais do Mazis se abram completamente, já que a acidez mais viva de 2021 pode deixar o vinho fechado nos primeiros minutos.
  • Estilisticamente, o Mazis-Chambertin costuma ser comparado a um meio-termo entre o poder do Chambertin propriamente dito e a elegância aromática de climats mais perfumados como o Musigny, o que explica seu apelido histórico de 'rei entre os grands crus femininos' de Gevrey.

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