Domaine Antoine Jobard
Meursault Blagny 1er Cru 2022
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- Produtor
- Domaine Antoine Jobard
- Safra
- 2022
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Chardonnay
Tipo
branco
Região
Borgonha (Côte de Beaune, Meursault)
País
França
Como é este vinho
O nariz combina frutas brancas de caroço com flor de acácia, amêndoa e um leve toque de brioche, sobre um fundo salino e levemente fumê típico do estilo redutivo de Antoine Jobard. Na boca é tenso e vibrante, com acidez viva puxando um corpo médio a encorpado, textura quase crocante e uma mineralidade pedregosa que lembra giz molhado. Aparecem notas especiadas de erva-doce e pimenta branca no final, que se prolonga longo e salgado. É um vinho mais fechado e nervoso na juventude do que exuberante, pedindo tempo de garrafa para se abrir por completo.
Com o que combina
Combina muito bem com turbot grelhado finalizado em manteiga de ervas, lagosta cozida na manteiga com um fio de limão, vieiras salteadas com purê de couve-flor, risoto de cogumelos porcini e queijos de pasta dura como comté envelhecido de 18 a 24 meses.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Antoine Jobard é um dos endereços mais respeitados de Meursault, com raízes que remontam a 1860 e cinco gerações de vignerons; Antoine assumiu integralmente a propriedade em 2007, após anos ao lado do pai, François Jobard. O Blagny 1er Cru vem de uma parcela na encosta alta entre Meursault e Puligny, com solos rasos e pedregosos que conferem ao vinho um caráter mais mineral e estruturado que outros premiers crus da casa, provenientes majoritariamente de vinhas de cerca de 60 anos complementadas por um trecho plantado em 2009. A safra 2022 foi marcada por bom volume de uva, mas Antoine optou por vindima verde para manter a concentração, resultando em um vinho descrito por ele mesmo como de aromática floral leve e final de intensidade marcante, com fruta de caroço e mineralidade evidentes. É um rótulo que carrega a assinatura clássica do domínio: reduzido, tenso e pensado para guarda.
Vale saber
- A parcela de Blagny combina vinhas de cerca de 60 anos com um trecho mais jovem plantado em 2009, o que ajuda a explicar a complexidade aromática somada a uma estrutura ainda vibrante.
- Em 2022 Antoine Jobard optou por vindima verde para conter o volume, mesmo com uma florada generosa, priorizando concentração em vez de rendimento alto.
- Por ser um vinho reduzido e nervoso na juventude, vale decantar de 30 a 60 minutos se aberto nos primeiros 3 a 4 anos após a safra; com o tempo essa reserva se transforma em complexidade.
- O perfil salino e mais 'pedregoso' de Blagny tende a lembrar mais a tensão mineral de produtores como Roulot ou Coche-Dury do que a opulência mais imediata de um Lafon.
- Blagny é um climat de encosta elevada situado na fronteira entre Meursault e Puligny-Montrachet, e por isso costuma resultar em brancos mais firmes e estruturados que outros primeiros crus do próprio domínio, como Genevrières ou Charmes.
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