Olivier Rivière Vinos
Mirando Al Sur 2018
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- Produtor
- Olivier Rivière Vinos
- Safra
- 2018
- Uva
- Viura (base majoritária, de vinhas centenárias), com pequena participação de Malvasía Riojana e Garnacha Blanca conforme a safra
- País
- Espanha
- Categoria
- branco
Uva
Viura (base majoritária, de vinhas centenárias), com pequena participação de Malvasía Riojana e Garnacha Blanca conforme a safra
Tipo
branco
Região
Rioja (Rioja Alavesa, vinhedos próximos a Labastida)
País
Espanha
Como é este vinho
Cor dourada intensa, quase âmbar clara, que já denuncia a passagem pela flor. No nariz aparecem casca de cítrico seco, camomila, amêndoa, ervas secas, notas balsâmicas de madeira e um toque de noz-moscada, com aquele fundo levemente oxidativo que lembra manzanilla. Na boca é largo e cremoso, com textura em camadas, final longo, salino e amanteigado, sustentado por acidez bem integrada que evita qualquer sensação de peso. Não há taninos, claro, mas há uma estrutura fenólica sutil que dá tensão e um fecho seco e amendoado.
Com o que combina
Croquetas de bacalhau, presunto ibérico de bolota, queijo manchego curado, polvo grelhado com pimentão defumado, risoto de cogumelos silvestres e frango assado com ervas e amêndoas laminadas são combinações certeiras; também funciona muito bem com um caldo de peixe encorpado ou com castanhas torradas ao lado de um bom queijo de ovelha.
Sobre o vinho e o produtor
Olivier Rivière é um enólogo francês, nascido em Cognac e formado em Bordeaux, que passou por casas como Domaine Leroy e Domaine de Chassorney antes de se instalar na Rioja em 2004 a convite de Telmo Rodríguez. Desde 2006 conduz seu próprio projeto a partir de Logroño, trabalhando parcelas antigas em altitude com viés borgonhês de terroir. O Mirando Al Sur é seu branco mais pessoal e provocador: nasce de vinhas de Viura com mais de 75 anos, plantadas a cerca de 500 metros de altitude em solos argilo-calcários próximos a Labastida, na Rioja Alavesa, e ganha identidade justamente por envelhecer sob véu de flor em botas usadas de Jerez — daí o nome, que remete ao olhar cruzado com o mundo do xerez, ao sul da Rioja. É produção pequena, na casa das três mil garrafas, o que reforça seu caráter de vinho de nicho dentro do portfólio da bodega.
Vale saber
- O nome 'Mirando Al Sur' brinca com a dupla influência: tecnicamente é um Rioja branco, mas o envelhecimento biológico sob flor empresta um perfil que lembra mais Jerez ou até os brancos oxidativos do Jura do que um branco riojano clássico.
- A vinificação usa duas botas de 600 litros, uma que antes guardou Fino e outra Amontillado, o que dá ao vinho uma complexidade dupla — mais fresca e salina de um lado, mais tostada e nozes do outro.
- A safra 2018 foi descrita como particularmente expressiva, com o traço oxidativo esperado do estilo bem marcado e notas de noz-moscada e ervas secas em evidência.
- Não é necessário decantar de forma agressiva; um breve arejamento de 15 a 20 minutos já é suficiente para abrir os aromas sem dissipar a tensão salina característica do vinho.
- A produção é pequena (cerca de três mil garrafas por safra) e a fonte das uvas mudou ao longo dos anos — em safras mais recentes o produtor passou a usar fruta de Cárdenas em vez de Labastida, então cada vintage carrega uma pequena variação de origem e proporção varietal.
Da mesma curadoria

Bodega Arínzano (Propiedad de Arínzano)
'Gran Vino' Blanco
100% Chardonnay · Espanha

Tenute Rubino
'Lamiro' Verdeca IGT Valle d'Itria
100% Verdeca · Itália

Éric Texier
Adèle Vin de France
Cerca de 95% Clairette, 5% Marsanne · França

Luís Seabra Vinhos
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