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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Maxime Cottenceau

Montagny 1er Cru La Moullière 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Domaine Maxime Cottenceau
Safra
2021
Uva
100% Chardonnay
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chardonnay

Tipo

branco

Região

Borgonha – Côte Chalonnaise, Montagny (Buxy / Montagny-lès-Buxy, Saône-et-Loire)

País

França

Como é este vinho

Nariz mineral e ligeiramente redutivo no início — traço de pederneira e fumaça que se abre para frutas brancas maduras, cítricos e um toque floral, típico do estilo de 'redução nobre' aprendido com Vincent Dureuil-Janthial. Na boca é médio a encorpado, com textura sedosa e cremosa dada pelo contato prolongado com as borras finas, mas sustentado por uma acidez viva que traz tensão e um final salino, quase de água do mar, herdado dos solos de margas coloridas com argila. Os taninos praticamente não aparecem, como em todo branco de Chardonnay, mas há uma sensação tátil quase tânica pela textura densa. O final é longo, com retorno de notas cítricas e minerais que convidam a mais um gole.

Com o que combina

Vieiras grelhadas com manteiga de ervas, linguado à meunière, frango ao molho de vinho branco e creme de leite, queijo Comté com pelo menos 18 meses de cura, e risoto de aspargos com parmesão. Também funciona muito bem com lagosta cozida em manteiga ou um simples turbot assado, pratos que aguentam a untuosidade e a mineralidade do vinho sem sufocá-lo.

Sobre o vinho e o produtor

Maxime Cottenceau é um jovem vigneron de Buxy que rompeu com a tradição familiar de vender uvas para a cooperativa e fundou seu próprio domaine em 2018, depois de três anos ao lado de Vincent Dureuil-Janthial em Rully. La Moullière é o climat mais meridional entre os premiers crus de Montagny, com exposição sul e solos de margas coloridas com um toque de argila, que resultam em vinhos frescos, minerais e ainda assim generosos em fruta madura. A safra 2021 marcou justamente a estreia desse rótulo no portfólio do domaine, um ano marcado por geadas severas na Borgonha que reduziram drasticamente a produção — inclusive no próprio Cottenceau — mas que, segundo a crítica especializada, gerou brancos particularmente precisos e intensos. É, portanto, uma primeira safra de um vinho novo, feito em quantidade muito reduzida, dentro de uma filosofia de agricultura sem herbicidas e já em conversão para o orgânico desde 2020.

Corpomedio
Graduação13% (estimado, típico para Montagny 1er Cru; não confirmado no rótulo)
AmadurecimentoCerca de 18 a 20 meses em barricas de carvalho francês (aproximadamente 30% novas), sobre borras finas e sem debourbage prévio, com afinamento final de alguns meses em inox antes do engarrafamento por gravidade
Servir a10-12 °C
Guardade 2024 a 2031, podendo evoluir bem por 8 a 10 anos após a safra graças à estrutura e à acidez do terroir de La Moullière
ClassificaçãoAOC Montagny 1er Cru

Vale saber

  • 2021 foi a primeira safra em que La Moullière entrou no portfólio de Cottenceau — antes disso o domaine não engarrafava esse climat separadamente.
  • A safra 2021 foi historicamente difícil na Borgonha por causa de geadas de primavera; o próprio domaine perdeu boa parte da colheita naquele ano, o que torna esse lote ainda mais limitado.
  • O estilo de 'redução nobre' herdado de Vincent Dureuil-Janthial faz com que o vinho possa fechar um pouco logo após aberto — vale decantar rapidamente ou abrir com 30 a 60 minutos de antecedência se for consumido jovem.
  • La Moullière é o 1er cru mais ao sul da apelação Montagny, com margas coloridas que dão um perfil mais fresco e salino comparado a climats vizinhos como Vignes du Soleil ou Les Bassets.
  • A crítica (Wine Advocate/William Kelley) descreveu os brancos de Cottenceau em 2021 como estando entre os mais satinados e precisos já produzidos pelo domaine, apesar do ano climaticamente adverso.

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