Domaine Maxime Cottenceau
Montagny 1er Cru Vigne du Soleil 2022
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- Produtor
- Domaine Maxime Cottenceau
- Safra
- 2022
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Chardonnay
Tipo
branco
Região
Borgonha, Côte Chalonnaise (Buxy / Montagny)
País
França
Como é este vinho
O nariz traz pedra britada, casca de limão siciliano confeitada, manteiga de leiteria e zest de cítricos, com uma leve nota de redução jovem típica de fermentação em leveduras indígenas que se dissipa com aeração. Na boca é médio a encorpado, carnudo e concentrado, com acidez viva que sustenta a untuosidade sem deixar o vinho pesado. A textura é macia e quase cremosa, fruto da longa criação sobre borras finas em carvalho, mas mantém tensão mineral evidente. O final é longo, levemente picante e salino, com um travo de amargor nobre que convida ao próximo gole.
Com o que combina
Funciona muito bem como aperitivo puro, mas mostra melhor faceta com peixes de rio grelhados como truta ou robalo, ostras cruas com molho de raiz-forte, e queijos de casca florida como um Brie ou um Chaource. Também harmoniza com risoto de camarão açafronado, cocada de vieiras ao limão e frango ao molho de manteiga com ervas finas, pratos que dialogam com a acidez e a textura cremosa do vinho.
Sobre o vinho e o produtor
Maxime Cottenceau é um jovem vigneron nascido em 1996, herdeiro de uma família de Buxy que por gerações vendia suas uvas para a cooperativa local em vez de engarrafar sob nome próprio. Depois de se formar em viticultura e enologia em Beaune e passar três anos ao lado de Vincent Dureuil, do renomado Domaine Dureuil-Janthial em Rully, ele fundou seu próprio domaine em 2018, assumindo as melhores parcelas da família. A Vigne du Soleil é considerada por ele mesmo a vinha mais ensolarada de toda a apelação Montagny, situada na base da encosta, logo abaixo do premier cru Montcuchot, com exposição sul/sudeste e solos profundos de argila escura entremeada por pequenas pedras calcárias. A safra 2022 na Borgonha foi marcada por um verão quente e generoso em volume, um contraste bem-vindo após a produção escassíssima de 2021, o que permitiu a Cottenceau ser ainda mais seletivo na vinificação sem abrir mão de quantidade suficiente para respirar economicamente.
Vale saber
- A Vigne du Soleil fica na base do declive, abaixo do premier cru Montcuchot, e se beneficia de uma fonte de água subterrânea que evita estresse hídrico nas vinhas mesmo em anos quentes como 2022.
- As vinhas têm em média 35 anos, entre as mais velhas do portfólio de Cottenceau, o que contribui para a concentração e complexidade do vinho.
- Não é necessário decantar, mas uma aeração de 20 a 30 minutos ajuda a dissipar a leve nota de redução típica da fermentação espontânea com leveduras indígenas.
- 2022 foi um ano generoso em volume na Côte Chalonnaise depois do desastroso 2021 (quase geada e granizo), o que deu a Cottenceau margem para ser mais rigoroso nas escolhas de vinificação sem sacrificar a economia do domaine.
- O perfil plush, especiado e mineral aproxima este vinho de um Rully de seu mentor Vincent Dureuil-Janthial, evidenciando a influência direta da formação de Cottenceau em Rully.
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