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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Ponsot

Morey-Saint-Denis Blanc 1er Cru Clos de Monts Luisants 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Domaine Ponsot
Safra
2020
Uva
100% Aligoté (cerca de 85% de vinhas centenárias plantadas em 1911, complementadas por uma parcela mais jovem plantada em 2006)
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Aligoté (cerca de 85% de vinhas centenárias plantadas em 1911, complementadas por uma parcela mais jovem plantada em 2006)

Tipo

branco

Região

Borgonha, Côte de Nuits, Morey-Saint-Denis

País

França

Como é este vinho

Cor amarelo-esverdeada pálida e ainda jovem, com aromas discretos de pêssego, maçã madura, um toque de cera de mel, notas cremosas de carvalho e um fundo mineral de pedra molhada que só se abre com aeração. Na boca é de corpo médio, mas com densidade e tensão vindas das vinhas centenárias, acidez vibrante que dá frescor e uma textura quase salgada. O paladar mistura cítricos tensos, melão e um travo levemente amargo de casca, com especiaria de madeira ao fundo. O final é longo, seco e persistente, repetindo os aromas cítricos e minerais com um leve calor de baunilha do carvalho. É um branco fechado na juventude, que ganha camadas de complexidade com o tempo de taça ou de garrafa.

Com o que combina

Combina bem com robalo grelhado com manteiga de ervas, vieiras salteadas com beurre blanc, um queijo comté ou beaufort de 18 a 24 meses, risoto de cogumelos silvestres com um fio de trufa e pratos com influência asiática leve, como um tempurá de camarão com molho ponzu, que dialogam com sua acidez e mineralidade.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Ponsot é uma das casas mais antigas de Morey-Saint-Denis, fundada em 1872, e é dono do monopólio do Clos des Monts-Luisants, cujo trecho mais alto e pedregoso foi replantado com Aligoté em 1911 por William Ponsot depois da filoxera. Esse rótulo é hoje o único 1er Cru de toda a Borgonha feito inteiramente com Aligoté, uma exceção conquistada junto à denominação graças à idade e à singularidade dessas vinhas centenárias. A safra 2020 foi marcada por um verão quente e seco, com colheita adiantada em 28 de agosto e volume reduzido pela metade, mas o domínio relata acidez comparável à do ano seguinte, mais fresco, o que preservou a estrutura característica do vinho. Produzido em quantidade muito pequena, cerca de 4.500 garrafas em média, e vinificado sem barrica nova pela atual equipe liderada por Rose-Marie Ponsot e Alexandre Abel, mantém a filosofia de mínima intervenção da casa.

Corpomedio
Graduação13,5%
AmadurecimentoPrensagem direta em cachos inteiros, início de fermentação espontânea em cuba inox termorregulada e finalização em fûts, seguida de 16 meses de elevage em barricas de carvalho francês usadas, sem madeira nova; a fermentação malolática não é buscada e raramente ocorre
Servir a10-12 °C
Guardade 2027 a 2045, podendo surpreender depois dos 15 anos de safra graças à idade das vinhas
ClassificaçãoAOC Morey-Saint-Denis 1er Cru, Climat Clos des Monts-Luisants (Monopole)

Vale saber

  • É o único Premier Cru de toda a Borgonha vinificado 100% com a uva Aligoté, resultado de uma regra da apelação Morey-Saint-Denis reescrita especificamente para essa parcela.
  • A safra 2020 foi colhida cedo (28 de agosto) num ano quente e seco que reduziu o volume pela metade, mas segundo o próprio domínio a acidez ficou muito próxima à do fresco 2021, o que ajuda a explicar a tensão e o frescor incomuns para um ano tão solar.
  • Apesar de ser feito de Aligoté, uma casta normalmente associada a vinhos leves para Kir, esse rótulo lembra mais um Chardonnay borgonhês sério pela densidade, pelo uso de carvalho e pela capacidade de guarda.
  • Vale decantar ou abrir com bastante antecedência: notas de degustação da própria safra descrevem o vinho como compacto e fechado no início da taça, ganhando um perfume floral e mais volume só depois de contato com o ar.
  • O domínio adotou identificação NFC nas garrafas após o histórico caso de falsificações ligado a Rudy Kurniawan, o que reforça a importância de comprar apenas de canais oficiais ou importadores autorizados.

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