Domaine Zind-Humbrecht
Muscat Goldert Grand Cru 2020
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- Produtor
- Domaine Zind-Humbrecht
- Safra
- 2020
- Uva
- Muscat d'Alsace (Muscat Petits Grains), com uma pequena parte de Muscat Ottonel
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
Muscat d'Alsace (Muscat Petits Grains), com uma pequena parte de Muscat Ottonel
Tipo
branco
Região
Alsácia (Gueberschwihr, Haut-Rhin)
País
França
Como é este vinho
Vinho de cor amarelo-palha, com nariz que mistura fruta madura, toques mentolados e especiados e uma leve redução complexa típica do Goldert nos primeiros anos de vida; com aeração, os aromas se abrem em um leque elegante de frutas exóticas. Na boca a entrada é tensa e vertical, com estrutura firme e apertada, sustentada por uma acidez salina marcante que traz frescor e elegância ao final. É um Muscat seco, sem doçura residual perceptível, com corpo médio e final longo e mineral, herdado do calcário oolítico puro do Goldert. Diferente de muitos Muscats do mundo, que tendem a ser doces e frutados de forma direta, este é austero na juventude e ganha complexidade com o tempo de garrafa.
Com o que combina
Aspargos brancos grelhados com molho holandês leve, ostras frescas com limão, ceviche de peixe branco com toques cítricos, pratos de inspiração asiática com especiarias suaves como um curry verde de frango, queijos de cabra frescos e sushi ou sashimi de peixes brancos.
Sobre o vinho e o produtor
A Domaine Zind-Humbrecht, dirigida por Olivier e Margaret Humbrecht em Turckheim, é uma das referências máximas da viticultura biodinâmica na Alsácia, com parcelas em seis grands crus, entre eles o Goldert, em Gueberschwihr. O Goldert é o único terroir da Alsácia assentado inteiramente sobre calcário oolítico de origem marinha, um solo profundo e relativamente rico que retarda moderadamente a maturação e preserva acidez elevada nas uvas. Tradicionalmente esse grand cru é dividido entre Gewurztraminer e Muscat, e é justamente aqui que o Muscat, uva normalmente instável e de evolução rápida, ganha complexidade e capacidade de guarda pouco comuns para a variedade. A safra 2020 teve uma fermentação particularmente longa e lenta, a ponto de quase atrasar o engarrafamento, resultando em um vinho que se apresenta austero na juventude, mas com clara vocação para envelhecer.
Vale saber
- A fermentação de 2020 foi tão lenta que este foi o último vinho da safra a terminar de fermentar na adega, quase atrasando o engarrafamento — um sinal do caráter mineral e da acidez elevada que o Goldert impõe ao Muscat.
- É um Muscat seco de guarda, algo raro: a maioria dos vinhos feitos com essa uva no mundo é doce, mas o terroro oolítico do Goldert permite um estilo firme e mineral, mais próximo de um Riesling de grand cru do que de um Muscat clássico.
- Vale decantar levemente ou dar tempo de taça: o próprio produtor descreve que o aromático se abre lentamente após aeração, revelando um leque de frutas exóticas que fica escondido logo após a abertura.
- O Goldert é geologicamente único na Alsácia por ser o único grand cru assentado inteiramente sobre calcário oolítico marinho, o que explica a salinidade e a tensão vertical marcantes deste rótulo.
- Comparações com Riesling da mesma casa fazem sentido: a estrutura ácida, a mineralidade salina e a capacidade de guarda de décadas aproximam este Muscat do estilo dos Rieslings grand cru de Zind-Humbrecht, mais do que de Muscats convencionais.
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