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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Robert Chevillon

Nuits-Saint-Georges 1er Cru Les Pruliers 2013

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Robert Chevillon
Safra
2013
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha (Côte de Nuits) – Nuits-Saint-Georges

País

França

Como é este vinho

O nariz revela um perfil clássico de Nuits-Saint-Georges maduro: terra de subosque úmida, cogumelo, um toque de couro e notas de frutas escuras que lembram ameixa e cassis. Na boca a fruta se mostra fina e ainda bem presente, com acidez firme que sustenta a estrutura, mas mais gentil e integrada do que em vintages mais austeros da região. Os taninos são densos e ainda perceptíveis, típicos do estilo tradicional da casa, com uma textura que se apoia em corpo médio a encorpado. O final é longo, levemente terroso, com um travo de especiarias e alcaçuz que aparece com a aeração. É um vinho de caráter reservado quando jovem, que se abre com paciência no copo ou em decantador.

Com o que combina

Combina muito bem com pratos de caça como lombo de javali ou pato assado com molho de frutas vermelhas, além de costela de vitela ao forno com ervas. Funciona também com risoto de cogumelos porcini ou uma boa clássica coq au vin, pratos que dialogam com as notas terrosas e de subosque do vinho. Queijos de meia cura, como um comté de 18 meses ou um époisses em pequena quantidade, também são parceiros clássicos dessa Nuits-Saint-Georges.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Robert Chevillon é um domínio familiar tradicional de Nuits-Saint-Georges, hoje conduzido pelos irmãos Denis e Bertrand Chevillon, quinta geração à frente das cerca de 13 hectares de vinhas concentradas quase inteiramente na apelação. Les Pruliers é um dos oito premiers crus da casa, localizado no lado sul do vilarejo, com solo raso, pedregoso e pobre em argila, a cerca de 250-270 metros de altitude e exposição leste — características que resultam em vinhos com fruta rica mas estrutura firme, um pouco mais austeros do que os vizinhos com solo mais argiloso como Cailles e Vaucrains. A parcela da família em Pruliers é pequena (pouco mais de meio hectare) e conta com vinhas bastante antigas, o que reforça a concentração e a complexidade do vinho. A safra 2013 na Borgonha foi marcada por um ciclo vegetativo mais frio e uma colheita tardia, produzindo vinhos com acidez mais vibrante, taninos presentes e um perfil mais clássico e menos exuberante do que safras mais quentes como 2015.

Corpoencorpado
Graduação13% (estimado para a safra, dentro do padrão do domínio para NSG premier cru em ano fresco)
Amadurecimento15 a 18 meses em barricas de carvalho francês, com cerca de 30% de madeira nova e 70% de barricas de segundo ou terceiro uso
Servir a16-18 °C
GuardaAproximadamente de 2023 a 2038 – já entrando em fase madura, mas com fôlego para mais uma década de guarda
ClassificaçãoAOC Nuits-Saint-Georges Premier Cru

Vale saber

  • 2013 foi uma safra difícil e fresca na Borgonha, com colheita tardia e volumes reduzidos, mas costuma produzir vinhos de acidez vibrante e caráter mais clássico, hoje já bem integrados após treze anos de garrafa.
  • O Domaine Chevillon desengaça 100% da uva e evita cachos inteiros, uma escolha deliberada que resulta em taninos mais refinados e uma expressão mais transparente do terroir, ao contrário de alguns vizinhos que usam parte do engaço.
  • O solo raso e pedregoso, pobre em argila, de Les Pruliers tende a gerar um Nuits-Saint-Georges mais estruturado e menos carnudo do que os vizinhos Cailles, Vaucrains e Les Saint-Georges, que têm solo mais profundo em argila e calcário.
  • Dado o estilo reservado da casa quando jovem, decantar por uma a duas horas antes de servir ajuda a revelar as camadas de especiaria e subosque, especialmente em um vinho já maduro como este de 2013.
  • Notas de degustação registradas por consumidores para este vintage específico mencionam aromas de solo de floresta úmida e cogumelo, sugerindo que o vinho já está expressando sua fase terciária plenamente.

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