Pré-venda·A vitrine abre nos próximos diasentrar na lista
Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Robert Chevillon

Nuits-Saint-Georges 1er Cru Les Saint-Georges 2003

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Domaine Robert Chevillon
Safra
2003
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Nuits, Nuits-Saint-Georges

País

França

Como é este vinho

Cor rubi profundo e granada, já com evolução na borda pela idade e pela safra quente. No nariz aparecem cereja madura quase em compota, kirsch, notas de couro, terra úmida, especiarias doces e um travo de subosque que é assinatura da parcela Les Saint-Georges. Na boca é denso e envolvente, com taninos firmes mas já mais macios pela maturação em garrafa, acidez discreta característica de 2003 e um corpo cheio que lembra mais um Grand Cru do que um premier cru comum. O final é longo, com retorno de fruta escura, especiarias e um leve toque terroso mineral. É um vinho de personalidade forte, generoso, porém sem a mesma tensão e frescor das safras clássicas da casa.

Com o que combina

Combina bem com pato ao molho de groselha preta, coq au vin tradicional borguinhão, entrecôte grelhado com manteiga de ervas, lombo de veado com purê de castanhas e queijos como Époisses ou um comté envelhecido de 24 meses; também harmoniza com risoto de cogumelos porcini e trufa negra ralada na hora.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Robert Chevillon é um domínio familiar de cinco gerações sediado na rua Félix Tisserand, em Nuits-Saint-Georges, hoje conduzido pelos irmãos Denis e Bertrand Chevillon, que assumiram integralmente a condução dos vinhos justamente a partir de 2003, quando o pai Robert se aposentou. A propriedade cultiva cerca de 13 hectares quase todos dentro da apelação Nuits-Saint-Georges, com um raro conjunto de oito premiers crus, entre eles Les Saint-Georges, considerado por muitos críticos o climat mais nobre do vilarejo e um dos poucos capazes de rivalizar em complexidade com um Grand Cru, mesmo sem ostentar essa classificação oficial. As vinhas desta parcela têm entre 75 e 100 anos, o que confere concentração e profundidade raras. A safra 2003 foi marcada por uma onda de calor histórica na Europa, precedida por geadas severas em abril que reduziram drasticamente a produção, resultando em vinhos de cor intensa, taninos maduros e graduação alcoólica elevada, um perfil atípico para a Borgonha e mais generoso do que estruturado se comparado às safras clássicas de Chevillon.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado, típico da safra quente de 2003)
AmadurecimentoFermentação e maceração longa e fria em cubas de inox, com uvas totalmente desengaçadas, seguida de criação em barricas de carvalho francês da Tonnellerie Sirugue, com cerca de 30% de madeira nova, por aproximadamente 16 a 18 meses, no estilo tradicional da casa para seus premiers crus
Servir a16-18°C
GuardaJanela de consumo entre 2012 e por volta de 2028, com o vinho já em fase madura e provavelmente próximo do seu platô ou em leve declínio dado o perfil atípico e mais precoce da safra 2003
ClassificaçãoAOC Nuits-Saint-Georges 1er Cru

Vale saber

  • 2003 foi a primeira grande safra de calor extremo vivida pela geração atual de produtores borguinhões, o que produziu vinhos com cor mais intensa, taninos mais maduros e acidez mais baixa do que o padrão histórico de Chevillon, tornando esta garrafa mais precoce e generosa do que os premiers crus de safras frias.
  • Uma geada severa em abril de 2003 reduziu bastante a colheita antes mesmo do calor de agosto chegar, então boa parte da fruta veio de uma segunda floração, o que também concentrou os aromas e reduziu o volume produzido.
  • As vinhas de Les Saint-Georges no domínio têm entre 75 e 100 anos, entre as mais velhas da propriedade, o que ajuda a explicar por que a crítica especializada considera esse climat quase à altura de um Grand Cru.
  • Por já ter mais de vinte anos e vir de uma safra quente com potencial de guarda mais curto que o habitual em Chevillon, recomenda-se decantar por cerca de trinta a quarenta minutos antes de servir para arejar e checar a evolução antes do consumo.
  • A Côte de Nuits, especialmente vilarejos com solos mais argilosos como Nuits-Saint-Georges, teve desempenho melhor em 2003 do que a Côte de Beaune, então este rótulo tende a estar entre os exemplos mais bem-sucedidos da safra dentro da Borgonha tinta.

Da mesma curadoria