Les Jardins d'Édina
Ombre & Lumière Blanc de Noirs Vin de France 2024
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- Produtor
- Les Jardins d'Édina
- Safra
- 2024
- Uva
- 100% Merlot, vinificado em branco (blanc de noirs)
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Merlot, vinificado em branco (blanc de noirs)
Tipo
branco
Região
Bordeaux (Côtes de Bourg, comuna de Lansac) — engarrafado como Vin de France
País
França
Como é este vinho
Cor palha muito pálida, por vezes com um leve reflexo salmão que denuncia a origem em uva tinta. O nariz é delicado, com notas de pera, casca de limão siciliano e um fundo sutil de fruta vermelha macerada, herança do Merlot. Na boca é leve, seco, de acidez viva e textura quase crocante, sem qualquer tanino perceptível, já que a prensagem direta evita o contato com as cascas. O final é curto a médio, salino e refrescante, sem marca de madeira.
Com o que combina
Ostras cruas com limão, ceviche de robalo, sushi e sashimi variados, queijo de cabra fresco com ervas, e um simples chèvre chaud sobre torrada funcionam muito bem com esse perfil leve e ácido.
Sobre o vinho e o produtor
Les Jardins d'Édina é o projeto bordalês de Olivier Rivière, vigneron francês que fez carreira em Rioja e Arlanza antes de voltar às origens familiares no bordelês, assinando sua primeira safra em Lansac, na AOP Côtes de Bourg, em 2022. O domaine, majoritariamente plantado com Merlot, é um raro exemplo de tinto bordalês tocado por uma mão espanhola de vinificação sóbria e pouco intervencionista. O rótulo Ombre & Lumière brinca justamente com esse paradoxo: parte da uva tinta da propriedade é colhida à parte e prensada diretamente, sem maceração, para gerar um vinho quase incolor — a 'luz' que nasce da 'sombra' da casca escura. Como a AOP Côtes de Bourg não contempla brancos elaborados a partir de castas tintas, a cuvée é obrigatoriamente engarrafada como Vin de France, mesmo vindo do mesmo terroir argilo-calcário da casa-mãe.
Vale saber
- É um estilo raro para Bordeaux: blanc de noirs ainda (não espumante) feito a partir de Merlot, uma prática mais associada a Champagne do que ao bordelês.
- A classificação Vin de France não é um demérito de qualidade, mas uma exigência regulatória: uvas tintas não podem virar 'branco' sob a AOP Côtes de Bourg.
- O nome do rótulo é um jogo de palavras direto com a técnica de vinificação: sombra (a uva tinta) que gera luz (o vinho claro).
- 2024 foi um ano de colheita mais fresca e desafiadora em boa parte de Bordeaux, o que tende a favorecer justamente estilos leves e ácidos como este, colhidos mais cedo para preservar o frescor.
- Não é vinho para decantar nem para guardar; a graça está em bebê-lo jovem, gelado, como um branco de aperitivo despretensioso.
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