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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Celler Família Nin-Ortiz

Planetes Cariñena Blanca 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Celler Família Nin-Ortiz
Safra
2023
Uva
Carinyena blanca 100%, mutação genética espontânea de uma cepa velha de carinyena negra en
País
Espanha
Categoria
branco

Uva

Carinyena blanca 100%, mutação genética espontânea de uma cepa velha de carinyena negra en

Tipo

branco

Região

Priorat

País

Espanha

Como é este vinho

Nariz reservado no primeiro instante e depois muito nítido: maçã verde, pera-d'água, casca de limão-siciliano, flor de macieira e um fundo de erva-doce, amêndoa crua e giz molhado. O contato de dois dias com as películas deixa a boca com textura de casca de fruta, um volume que não vem de açúcar nem de madeira nova, e o ovo de cimento dá amplitude no meio de boca justamente onde a barrica dá contorno. A acidez, com pH de 3,2, é reta e cítrica em vez de verde e agressiva, e carrega os 13,18% sem nenhum calor no final. Termina salino e com amargor nobre, repicando em casca de amêndoa e numa mineralidade de xisto seco que é a assinatura da Finca Planetes.

Com o que combina

Vieiras seladas com manteiga de avelã, arroz de peixe de rocha, bacalhau confitado com grão-de-bico, frango assado com limão-siciliano e tomilho, escalivada com anchovas e um queijo de cabra semicurado tipo Garrotxa. Também segura bem um risoto de aspargos com raspas de limão.

Sobre o vinho e o produtor

A carinyena blanca não é uma casta importada: nasceu de uma mutação genética espontânea numa cepa velha de carinyena negra da própria finca, que mudou de cor, e que a família enxertou numa vinha nova para testar. O que a agradou foi exatamente o que se lê na análise deste engarrafamento, grau alcoólico contido e pH baixo, garantia de acidez num lugar onde o sol costuma cobrar caro por ela. Depois de onze safras no mercado como vinho experimental, com acompanhamento do INCAVI e do conselho regulador, a variedade foi admitida na DOQ Priorat em 2024, com o celler como principal precursor da sua entrada para todos os viticultores da região, e só a partir da safra 2025 o nome poderá figurar no rótulo, mantendo-se também na rolha como lembrança. A 2023 mistura duas idades de vinha, socalcos de 26 anos e coster de 4 anos, e o rendimento alto para os padrões da casa, 56 hectolitros por hectare, vem sobretudo da parcela jovem, o que explica um vinho mais frutado e menos denso que os tintos do domínio. São 6.756 garrafas de um branco que é, na prática, o marco fundador de uma casta nova no Priorat.

Corpomedio
Graduação13,18% vol.
AmadurecimentoMaceração pelicular de dois dias, fermentação com temperatura controlada repartida entre 70% em barrica e 30% em ovo de cimento, seguida de oito meses de criação na mesma proporção. Colheita escalonada entre 24 de agosto e 22 de setembro de 2023, com rendimento de 56,30 hectolitros por hectare. Engarrafado em abril de 2024, em 6.756 garrafas de 750 ml, com 60 mg/L de SO2 total, pH 3,2 e acidez total de 4,70 g/L.
Servir a7-10 °C
GuardaOito a dez anos a partir da safra. O pH de 3,2 e a acidez de 4,70 g/L sustentam a distância, e a textura ganhada nas borras tende a virar nota de cera e amêndoa tostada por volta de 2029; agora está no primeiro platô, jovem e preciso.
ClassificaçãoDOQ Priorat, Porrera, sobre llicorella a 330 metros nas parades com exposição sudeste e sudoeste e a 360 metros nos costers voltados a sul e sudeste; orgânico certificado pelo CCPAE e biodinâmico reconhecido pela Renaissance des Appellations. A variedade só foi admitida na DOQ Priorat em 2024, após onze safras como vinho experimental sob acompanhamento do INCAVI e do conselho regulador, e por isso nesta safra o nome Carinyena Blanca não aparece no rótulo, e sim gravado na rolha.

Vale saber

  • Sirva no topo da faixa, perto de 10 °C, e deixe subir na taça. Abaixo de 7 °C a textura ganha nas películas e nas borras desaparece e sobra apenas a acidez, que é a parte menos interessante deste vinho.
  • Abra trinta minutos antes ou passe rápido por decanter. Nas primeiras taças pode mostrar uma redução discreta que se dissipa com ar e libera a fruta de caroço e a flor.
  • É peça de valor histórico, não só sensorial: 2023 é uma das últimas safras em que a lei impedia escrever Carinyena Blanca no rótulo, por isso o nome está na rolha. A partir de 2025 ele sai da rolha para a etiqueta, o que transforma as safras anteriores em documento de uma variedade recém-admitida.
  • A referência mental está entre um chenin seco do Loire criado em barrica usada e um godello de Valdeorras sobre xisto. Não é um branco tropical nem um Priorat branco oxidativo de garnatxa blanca.
  • Explique ao cliente por que o rendimento de 56 hectolitros por hectare aqui não indica vinho diluído: metade da área é vinha de quatro anos, que produz muito por natureza, enquanto os tintos da casa saem de parcelas velhas com 6 a 12 hectolitros por hectare.

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