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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Antoine Jobard

Pommard 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Antoine Jobard
Safra
2021
Uva
100% Pinot Noir
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Beaune, Pommard (Meursault é a sede do domínio)

País

França

Como é este vinho

A cor é um rubi vivo e translúcido, sem a densidade escura de um Pommard clássico mais extraído. O nariz é aberto e perfumado, com cereja vermelha, morango esmagado e um toque de especiarias sutis, sem excesso de madeira. Na boca a entrada é leve e vibrante, com acidez que guia o vinho e taninos finos, quase sedosos, longe da estrutura tânica robusta que a apelação costuma sugerir. O corpo é médio, a textura é macia e o final é elegante e persistente, com uma leve nota terrosa característica do Pinot Noir de Borgonha. É um Pommard mais floral e digestível do que musculoso, reflexo direto do estilo pessoal de Antoine Jobard.

Com o que combina

Combina bem com magret de canard grelhado, boeuf bourguignon, joue de porc confite (bochecha de porco cozida lentamente) e aves de caça assadas como faisão ou codorna. Entre os queijos, harmoniza com époisses, livarot ou um comté envelhecido de doze a vinte e quatro meses. Também funciona com risoto de cogumelos porcini e com um coq au vin tradicional, pratos que dialogam com a acidez e a textura sedosa do vinho sem sobrepor seu perfil mais delicado.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Antoine Jobard é conhecido há gerações como uma referência absoluta em brancos de Meursault, mas este Pommard 2021 nasce de um capítulo mais recente e pessoal da história da família: em agosto de 2019 Antoine conseguiu arrendar as vinhas do Domaine André Mussy, um domínio outrora próspero em Pommard, marcando o retorno da família à vinificação de tintos depois de anos dedicados quase exclusivamente ao Chardonnay. As parcelas, cultivadas organicamente e nunca tratadas com produtos químicos, incluem principalmente o lieu-dit Les Petits Noizons, exposto a sudeste acima da linha dos premiers crus, além do climat Rue au Porc, próximo à vila. A safra 2021 foi colhida com rendimento baixo, cerca de vinte hectolitros por hectare, o que concentrou fruta e resultou em um vinho que, segundo críticos que o provaram, tem mais charme e leveza floral do que o Volnay produzido na mesma safra pelo domínio. É um projeto ainda jovem, mas que já demonstra a assinatura de precisão e elegância que caracteriza todo o trabalho de Antoine Jobard.

Corpomedio
Graduação13% (estimativa típica para Pommard village da casa; não confirmado em contrarrótulo)
AmadurecimentoElaborado em barricas de carvalho francês, com proporção pequena de madeira nova; uvas totalmente desengaçadas e fermentação vinífera natural, com cerca de dez dias de maceração sobre as cascas antes da prensagem e da passagem para a barrica
Servir a16-17 °C
Guardade 2025 a 2029, podendo se estender um pouco além em safras guardadas em boas condições
ClassificaçãoAOC Pommard (Côte de Beaune, Borgonha)

Vale saber

  • Este é um dos primeiros safras de tinto do domínio depois de décadas dedicadas quase exclusivamente a brancos de Meursault; a família havia arrancado as vinhas de Pinot Noir do Blagny 1er Cru após a safra de 2006 para plantar Chardonnay.
  • As vinhas de Pommard vêm de um arrendamento firmado em 2019 com o Domaine André Mussy, cultivadas em regime orgânico e nunca expostas a produtos químicos, o que ajuda a explicar a pureza frutal do vinho.
  • A vinificação usa cem por cento das uvas desengaçadas e maceração curta, de cerca de dez dias, resultando em um perfil mais leve, perfumado e digestível do que o Pommard robusto e tânico tradicionalmente associado à apelação.
  • Críticos que provaram a safra 2021 descreveram o vinho como mais gracioso do que o Volnay do mesmo produtor naquele ano, com potencial de guarda entre 2025 e 2029; ainda é cedo demais para abrir sem decantar levemente.
  • Vale lembrar que 2021 foi uma safra de baixo rendimento na Borgonha (geadas de primavera reduziram a colheita em boa parte da região), o que tende a concentrar frutas em vinhos que, mesmo estruturados, preservam frescor e elegância.

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