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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Thibaud Boudignon

Savennières Clos de Frémine 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Thibaud Boudignon
Safra
2021
Uva
100% Chenin Blanc
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Chenin Blanc

Tipo

branco

Região

Vale do Loire, Savennières (Anjou)

País

França

Como é este vinho

O nariz traz marmelo, pera, tangerina e um fundo floral discreto, com uma nota quase salgada de brisa marinha e um toque de madeira nobre bem integrada. Na boca é denso e vertical ao mesmo tempo: entra macio e redondo, mas logo revela uma acidez cortante, quase austera, típica do ano 2021 no Loire. Há um amargor fino, quase de casca de cítrico, que dá tensão ao meio de boca, e uma textura levemente oleosa que contrasta com a espinha ácida. O final é longo, salino e mineral, com a sensação de que o vinho ainda está se desenhando e vai ganhar camadas com mais alguns anos de garrafa. É um Chenin de perfil mais fechado e nervoso na juventude, recompensando quem tiver paciência.

Com o que combina

Vieiras salteadas na manteiga com um fio de limão, robalo grelhado com ervas finas, quenelles de lúcio ao molho de crustáceos, frango assado com creme e cogumelos, ou um Comté de 18 a 24 meses. Também funciona bem com sushi e sashimi de peixes brancos, graças à salinidade e à acidez recortada do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

Thibaud Boudignon é um ex-judoca que trocou o esporte de alto rendimento pelo vinho, passando por Bordeaux, pela Borgonha ao lado de Philippe Charlopin e por casas de Anjou antes de fundar seu próprio domaine em Savennières. O Clos de Frémine nasce de uma parcela de cerca de 1,5 hectare no município de La Possonnière, vizinha ao célebre Clos de la Hutte, implantada em terreno onde antes havia um mosteiro, com vinhas plantadas por seleção massal em 2014-2015 sobre solo mais arenoso, misturando xisto e arenito granular. Esse terroir mais arenoso confere à cuvée um perfil de textura mais fina e delicada do que a vizinha Clos de la Hutte, embora com a mesma tensão mineral característica da casa. A safra 2021 foi marcada por geadas severas na primavera e por um verão frio e chuvoso em todo o Loire, resultando em rendimentos baixíssimos e vinhos brancos de perfil mais magro, ácido e linear do que os anos quentes anteriores (2018-2020). Ainda assim, a crítica especializada considerou 2021 um ano surpreendentemente bom para os Chenins mais sérios da região, exatamente pela tensão e frescor recuperados.

Corpoencorpado
Graduação13%
AmadurecimentoFermentação com leveduras indígenas, sem malolática, criação em barricas e meios-fudres de 350 a 600 litros, com pequena fração de carvalho novo (cerca de 10%), sobre borras finas
Servir a11-13 °C
Guardade 3 a 15 anos após a colheita, com pico de prazer aproximado entre 2027 e 2036
ClassificaçãoAOC Savennières

Vale saber

  • 2021 foi um dos anos mais difíceis do Loire na última década: geadas de abril, granizo e um verão frio reduziram drasticamente os volumes produzidos em toda a região, inclusive em Savennières.
  • Apesar da safra difícil, publicações especializadas em Chenin do Loire destacaram 2021 como um ano de vinhos mais tensos e lineares, um contraponto bem-vindo aos estilos mais maduros de 2018-2020.
  • Decantar por pelo menos 1 a 2 horas antes de servir ajuda a suavizar a acidez marcante e revelar a fruta escondida por trás da estrutura; algumas notas de degustação de especialistas descrevem o vinho como 'muito ácido, em bloco' nos primeiros anos.
  • A vinificação sem malolática e com pouco carvalho novo preserva o perfil mineral e salino que é a assinatura de Thibaud Boudignon, aproximando o estilo de brancos de tensão como os Chablis de vinhas velhas ou os Vouvray secos mais clássicos.
  • É uma cuvée de produção bastante limitada — a parcela tem pouco mais de 1,5 hectare — o que a torna disputada entre colecionadores de Chenin do Loire, mesmo não sendo a cuvée mais cara do produtor (essa posição fica com o Clos de la Hutte e o raríssimo Franc de Pied).

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