Celler Família Nin-Ortiz
Terra Vermella Parellada Montonega Pla de Manlleu 2021
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- Produtor
- Celler Família Nin-Ortiz
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% parellada montonega
- País
- Espanha
- Categoria
- branco
Uva
100% parellada montonega
Tipo
branco
Região
Priorat
País
Espanha
Como é este vinho
Cor palha com reflexo dourado, mais densa do que se espera de uma parellada, efeito dos dois dias de maceração com película e engaço. O aroma é de maçã verde e pera madura sobre erva-doce, camomila e casca de limão-siciliano, com fundo discreto de amêndoa crua e cera que vem da barrica e dos três anos entre madeira e garrafa. Na boca o corpo é leve a médio, mas a textura chama atenção: há um travo fenólico de casca de fruta que dá mastigação a um vinho de apenas 12,31% de álcool. O pH de 3,07 mantém tudo esticado, e a sensação é mais de tensão salina do que de acidez cítrica agressiva. O final é seco, longo e amargo na medida certa, com retorno de erva seca e giz.
Com o que combina
Vai melhor com peixe de carne firme e gordura de manteiga ou azeite: bacalhau confitado com grão-de-bico e pimentão, vieiras seladas com manteiga de avelã, fideuà de peixe com alioli, robalo inteiro assado com erva-doce e limão. Entre os pratos de terra, acerta com frango de leite ao forno com tomilho e com queijo de cabra Garrotxa jovem. O travo fenólico segura até uma escalivada com anchovas, combinação difícil para a maioria dos brancos.
Sobre o vinho e o produtor
Terra Vermella nasce fora do Priorat, no Pla de Manlleu, a 550 metros de altitude sobre solo argilo-calcário de exposição leste, e mostra o lado menos previsível da Família Nin-Ortiz: uma parellada montonega pura, de vinhas com 41 anos, tratada com a seriedade que a casa reserva aos tintos de parcela. A vindima de 2021 aconteceu em 21 de setembro e as uvas passaram dois dias de maceração com película e engaço antes da prensagem, decisão incomum para uma casta que costuma virar base leve e neutra de cava. A fermentação seguiu com leveduras autóctones dentro das próprias barricas de carvalho, com temperatura controlada, e o vinho ficou 12 meses em três barricas de 300 litros e duas de 225 litros, mais 24 meses de repouso em garrafa antes de deixar a adega. Saíram apenas 1.386 garrafas, com 12,31% de álcool, pH 3,07 e 47 mg/l de sulfitos totais, dentro da mesma lógica ecológica certificada CCPAE e biodinâmica que a família aplica em Porrera. É um branco de gastronomia e de textura, não de frescor imediato.
Vale saber
- Não sirva gelado demais. Abaixo de 7 °C a textura fenólica vira aspereza e a amêndoa da barrica desaparece; entre 9 e 10 °C, em taça larga, o vinho dobra de tamanho.
- Montonega é o nome tradicional catalão da parellada, casta quase sempre usada como componente neutro de cava. Aqui ela aparece sozinha, de vinha velha e criada em madeira — por isso não se parece com nenhum branco corrente do Penedès.
- Os 24 meses de garrafa antes do lançamento já foram cumpridos pelo produtor: o vinho chega integrado e pode ser aberto agora, sem espera de adega.
- O paralelo útil é com brancos de textura, como um Chablis fermentado em madeira ou um chenin seco do Loire. Quem procura branco aromático e frutado vai achar austero.
- São 1.386 garrafas no mundo inteiro, e a curva já está madura: não faz sentido guardar mais que quatro ou cinco anos esperando transformação.
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